
Ministro Alexandre de Moares
Fellipe Sampaio/STF
No programa "O É da Coisa" desta terça-feira (8), Reinaldo Azevedo critica a intimação feita pela justiça da Flórida, nos Estados Unidos, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A citação ocorreu após pedido das empresas Trump Media & Technology Group e Rumble.
Elas acusam o magistrado de censurar conteúdos publicados por influenciadores de extrema direita. Reinaldo afirma que a medida é uma tentativa clara de interferência norte-americana em assuntos internos. O jornalista ressalta que decisões do Supremo são válidas exclusivamente no Brasil e enfatiza que as empresas estrangeiras devem cumprir determinações judiciais quando operam no país.
"É uma interferência dos Estados Unidos na soberania brasileira", afirmou o âncora.
Reinaldo explicou que o pedido das empresas se baseia na Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que, obviamente, não pode ser aplicada no Brasil. Além disso, o jornalista ironiza aqueles que chamam as decisões de Moraes de censura, mas que aplaudem, por exemplo, a repressão da Casa Branca às opiniões de estudantes estrangeiros em universidades americanas.
Segundo Reinaldo, as alegações das empresas, que pedem indenização por prejuízos à sua reputação e perda de receita em razão das decisões judiciais brasileiras, representam uma interferência direta no Judiciário do Brasil.
Posição da Advocacia-Geral da União (AGU)
Sobre o papel da Advocacia-Geral da União (AGU), Reinaldo destaca que a entidade está acompanhando o caso. Ressalta ainda que, até o momento, não houve intimação formal ao ministro Alexandre de Moraes e lembra que a informação chegou primeiro à imprensa.
Prorrogação do inquérito contra Eduardo Bolsonaro
Outro ponto abordado por Reinaldo é a decisão de Moraes de prorrogar por 60 dias o inquérito que investiga o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro por articulações nos Estados Unidos que miram autoridades brasileiras. O âncora destaca que o parlamentar ameaça o Judiciário brasileiro a fim de evitar punições ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. "A tentativa é intimidar o tribunal inteiro, não apenas o ministro", afirma o jornalista.
Contraponto sobre interferências internacionais
Por fim, Reinaldo faz um contraponto ao discurso que compara a interferência do presidente dos EUA, Donald Trump, no Brasil e supostas intromissões de Lula na Argentina, sobretudo no caso Cristina Kirchner. Segundo o âncora, não há lógica em equiparar a manifestação de Trump, que inclui ameaças diretas ao Brasil, com a visita do brasileiro à ex-presidente argentina.
Reinaldo explica que uma opinião manifestada publicamente, como fez Lula, não é uma ameaça. "Opinar não é ameaçar. Não há similaridade", concluiu.
*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.
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