O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a adotar um discurso com viés golpista, sugerindo que o STF (Supremo Tribunal Federal) estaria criando condições artificiais para garantir a reeleição de Lula em 2026. Para Reinaldo Azevedo, trata-se de mais uma ameaça clara à democracia brasileira. “Quando você interpreta o que ele diz, ele está falando de golpe, outra vez”, afirmou o jornalista na edição de terça-feira (25) do programa O É da Coisa.
A declaração de Bolsonaro foi dada ao canal de extrema direita no YouTube, o “AuriVerde Brasil”, e ele afirma que “vai ser complicado as eleições do ano que vem (sic)” caso Lula seja novamente candidato. Para Reinaldo, além da má formulação gramatical, o conteúdo da fala é revelador. “Isso aqui é ameaça. Para quem entende a língua portuguesa, isso é ameaça”, reforçou.
O âncora destacou que o ex-presidente tem buscado fabricar um ambiente de instabilidade institucional, como já havia feito em 2022. “Está ameaçando o golpe de novo”, disse. Reinaldo lembrou ainda que a declaração ocorreu poucos dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL) explicitar que o apoio eleitoral de seu pai em 2026 está condicionado à concessão de indulto a aliados do ex-mandatário — uma exigência que, segundo o próprio parlamentar, poderia ser imposta “com uso da força”.
Reinaldo também criticou a leniência com que parte da imprensa e do sistema político trata esse tipo de declaração. “Na imprensa em que eu me formei, isso seria um escândalo gigantesco”, afirmou. “Nesta que está aí, que em muitos aspectos se assemelha à pré-64, dizem apenas: ‘ele só estava falando’.”
Para o jornalista, é impossível desassociar a fala de Bolsonaro do risco real de ruptura institucional. “Ele canta uma possível vitória do Lula para dizer que isso não pode acontecer. Estão tentando fabricar a derrota do Lula, e se ela não vier, tentam fabricar o ambiente para um golpe”, analisou.
Em tom firme, Reinaldo reiterou sua posição diante de qualquer tentativa autoritária: “Para mim, quem ganhar a eleição está bem, desde que respeite a democracia. Se não respeitar, eu estou do outro lado. E ponto. Pode falar o que quiser. Uma coisa eu sou, sempre fui, desde que me conheci por gente: eu sou antifascista”.
*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.
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