
Bolsonaro após depoimento à PF
Adriano Machado/Reuters
Em "O É da Coisa" nesta segunda (22), Reinaldo Azevedo afirma que estão presentes todos os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme está previsto no artigo 312 do Código de Processo Penal. Reinaldo explica que o ex-presidente violou a cautelar ao fazer uso político da tornozeleira eletrônica e dar declarações que visam descredibilizar as decisões judiciais.
Segundo o jornalista, as medidas cautelares que haviam sido impostas a Bolsonaro nada têm a ver com risco de fuga, mas sim com coação no curso do processo e obstrução de investigação de organização criminosa, praticadas por Eduardo Bolsonaro e pelo próprio Jair, que financia o filho e seria o principal beneficiário da pressão sobre os juízes do Supremo se esta fosse bem-sucedida.
O âncora rebate ainda a alegação do ministro Luiz Fux, único a votar contra as medidas restritivas impostas ao ex-presidente pela Primeira Turma do STF. O magistrado justificou sua posição com base na ausência de risco de fuga. Reinaldo evidencia que a alegação é insustentável porque a razão apontada por Moraes não é essa, como se destaca acima.
Reinaldo argumenta que a prisão preventiva encontra respaldo também no artigo 774 do Código de Processo Civil, que serve de subsídio nas ações penais. “O Código considera atentatória à dignidade da Justiça a conduta que frauda a execução. Bolsonaro fez isso”, declara.
Ao comentar a manifestação da defesa de Bolsonaro, apresentada nesta terça-feira, Reinaldo aponta contradições. Os advogados argumentam que ele não utilizou as redes sociais nem por intermédio de terceiros e que não está proibido de conceder entrevistas. No entanto, Reinaldo lembra que ser respondeu ao que nunca foi dito. Moraes restringira o uso das redes sociais para proselitismo. Jamais proibiu entrevista à imprensa.
Reinaldo também afirma que, ao contrário do que defendia anteriormente, agora apoia a decretação da prisão preventiva de Bolsonaro. “No dia 18 de julho eu disse que havia razões para prisão preventiva, mas não a defendi. Agora, sim, defendo. O limite foi ultrapassado”.
*Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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