
Filho do presidente Lula, Lulinha
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Resumo
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, protocolou pedido de quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, com objetivo de aprofundar investigações sobre suposta ligação com fraudes em benefícios de aposentados e pensionistas.
A investigação da Polícia Federal, por meio da Operação Sem Desconto, apura relação entre Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", suspeito de liderar esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e de citar pagamentos ao filho do presidente em diálogos monitorados.
Parlamentares da oposição articulam nova tentativa de convocação de Lulinha para depor na CPMI, enquanto a expectativa é de que o pedido de quebra de sigilo seja votado na próxima reunião da comissão, com apoio do presidente da CPMI, senador Carlos Viana, que defende investigação das acusações.
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), protocolou um pedido para a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A solicitação busca aprofundar as investigações sobre a suposta ligação de Lulinha com um esquema de fraudes em benefícios de aposentados e pensionistas, investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto.
Além da quebra de sigilo, parlamentares da oposição articulam uma nova tentativa de convocação do empresário para depor no colegiado.
Entenda a ligação com o esquema
A investigação mira a relação de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de "Careca do INSS" e apontado como o líder de um esquema que realizava descontos associativos não autorizados em aposentadorias.
O nome do filho do presidente apareceu em diálogos monitorados pela PF, onde Antunes cita um pagamento destinado "ao filho do rapaz", o que, para os investigadores, é uma referência direta a Fábio Luís. A suspeita, segundo o relator da CPMI, é de que Lulinha tenha atuado como "sócio oculto" em negócios financiados com dinheiro desviado do INSS.
Além do pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal, a oposição ainda tenta convocar o empresário para depor na CPMI. Em outras ocasiões, a base aliada ao governo conseguiu barrar requerimentos.
A expectativa agora é que o novo pedido de quebra de sigilo seja votado na retomada dos trabalhos da comissão, prevista para quinta-feira (05).
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), já afirmou que insistirá na convocação de Lulinha, declarando que as "citações são muito fortes" e que é uma "obrigação investigar".
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