
Bolsonaro na sede da Polícia Federal
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A Primeira Turma do STF se reúne nesta segunda-feira (24) para decidir sobre a validade da prisão preventiva de Jair Bolsonaro. Os quatro ministros do colegiado vão decidir em plenário virtual sobre a medida determinada por Alexandre de Moraes no sábado (22). O ex-presidente segue preso desde então na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A votação é vista como uma formalidade e a prisão deve ser mantida por unanimidade, segundo fontes consultadas pelo Grupo Bandeirantes. Além de Moraes, depositam os votos no plenário virtual os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármem Lúcia. A sessão extraordinária acontece entre 8h e 20h.
Os advogados de Bolsonaro e a Procuradoria-Geral da República podem, até 7h59, realizar as sustentações que julgarem necessárias. A PGR foi a favor da prisão preventiva pedida pela Polícia Federal no fim da última semana.
Segundo a decisão de Moraes, a prisão preventiva de Bolsonaro se justifica pelo risco de fuga e perigo à ordem pública. Manifestações convocadas pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, os danos provocados na tornozeleira de monitoramento e o histórico de fuga de aliados com problemas no STF foram utilizadas para a determinação da prisão.
No domingo (23), durante audiência de custodia que manteve a prisão, Bolsonaro alegou um surto para a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica. Segundo os médicos do ex-presidente, a combinação de dois medicamentos provocou um episódio de alucinação. Por causa do quadro de saúde dele, a defesa voltou a pedir prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal.
Bolsonaro foi detido na manhã de sábado e desde então em uma sala especial na sede da Superintendência da PF no Distrito Federal, em Brasília. Desde agosto, o ex-presidente estava em prisão domiciliar por coação ao STF no curso de investigações.
No domingo, por cerca de duas horas, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro visitou o marido. Ela saiu sem falar com a imprensa. O ministro Alexandre de Moraes autorizou a visita dos filhos de Bolsonaro, além de ter liberado a visita de médicos e advogados do ex-presidente.
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