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STF manda investigar crime organizado e Rio prepara novas ações

Cláudio Castro confirmou ao âncora da BandNews FM Carlos Andreazza que o foco será o bloqueio financeiro de facções e a retomada de territórios dominados

Da Redação
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05/11/2025 • 19:27 • Atualizado em 05/11/2025 • 19:27

Moraes julgamento

Moraes julgamento

Antonio Augusto/STF

Resumo

Ministro Alexandre de Moraes anuncia inquérito da Polícia Federal para investigar crime organizado no Rio de Janeiro, após megaoperação com 121 mortes.

Objetivo do inquérito é entender a rede de influência e financiamento de organizações criminosas envolvidas em tráfico de drogas e outros crimes de alto impacto no estado.

Governador Cláudio Castro revela planos para operações focadas na asfixia financeira de facções e estratégias para retomar territórios dominados, priorizando serviços públicos nas comunidades.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quarta-feira (5) que a Polícia Federal vai abrir um inquérito para investigar a atuação do crime organizado no Rio de Janeiro. A decisão ocorre após a megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, que resultaram em 121 mortes.

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O objetivo é compreender a extensão da rede de influência e financiamento das organizações que atuam no tráfico de drogas, no contrabando e em outros crimes de alto impacto no estado.

O que disse Moraes

Em audiência pública sobre segurança pública no Rio de Janeiro, o ministro também criticou a falta de autonomia e estruturas do estado. Atualmente, a Polícia Técnico-Científica é subordinada da Polícia Civil, situação que, segundo o magistrado, compromete as investigações.

Moraes também defendeu que o estado apresente estratégias claras para recuperar territórios dominados pelas facções criminosas.

“O Estado deve entrar para ficar. Não há segurança pública duradoura sem ocupar e devolver esses espaços à população”, afirmou.

Governo do Rio prepara operações focadas em finanças de facções

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou, em conversa com o âncora do “Tem Metódo”, Carlos Andreazza, que as próximas ações da gestão estadual contra o crime organizado não terão a mesma dimensão da megaoperação. Segundo ele, estão previstas 10 novas operações, com foco na asfixia financeira das facções.

Castro detalhou que as investidas devem atingir áreas onde o crime vem ampliando seu poder econômico, como o setor de combustíveis e o contrabando de cigarros, que segundo o governador são fontes relevantes de financiamento de grupos como o Comando Vermelho.

De acordo com Castro, o plano é “seguir o dinheiro” para desmantelar a estrutura financeira das quadrilhas e enfraquecer sua capacidade de controle territorial.

Estratégia de ocupação e presença do Estado nas favelas

O governador também adiantou que há planos para retomar territórios dominados por facções criminosas, mas com uma abordagem diferente da adotada nas antigas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

A prioridade, segundo ele, será garantir segurança com o objetivo de levar serviços públicos essenciais, como educação, saúde e esporte, para dentro das comunidades.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.