
Moraes julgamento
Antonio Augusto/STF
Resumo
Ministro Alexandre de Moraes anuncia inquérito da Polícia Federal para investigar crime organizado no Rio de Janeiro, após megaoperação com 121 mortes.
Objetivo do inquérito é entender a rede de influência e financiamento de organizações criminosas envolvidas em tráfico de drogas e outros crimes de alto impacto no estado.
Governador Cláudio Castro revela planos para operações focadas na asfixia financeira de facções e estratégias para retomar territórios dominados, priorizando serviços públicos nas comunidades.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quarta-feira (5) que a Polícia Federal vai abrir um inquérito para investigar a atuação do crime organizado no Rio de Janeiro. A decisão ocorre após a megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, que resultaram em 121 mortes.
O objetivo é compreender a extensão da rede de influência e financiamento das organizações que atuam no tráfico de drogas, no contrabando e em outros crimes de alto impacto no estado.
O que disse Moraes
Em audiência pública sobre segurança pública no Rio de Janeiro, o ministro também criticou a falta de autonomia e estruturas do estado. Atualmente, a Polícia Técnico-Científica é subordinada da Polícia Civil, situação que, segundo o magistrado, compromete as investigações.
Moraes também defendeu que o estado apresente estratégias claras para recuperar territórios dominados pelas facções criminosas.
“O Estado deve entrar para ficar. Não há segurança pública duradoura sem ocupar e devolver esses espaços à população”, afirmou.
Governo do Rio prepara operações focadas em finanças de facções
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou, em conversa com o âncora do “Tem Metódo”, Carlos Andreazza, que as próximas ações da gestão estadual contra o crime organizado não terão a mesma dimensão da megaoperação. Segundo ele, estão previstas 10 novas operações, com foco na asfixia financeira das facções.
Castro detalhou que as investidas devem atingir áreas onde o crime vem ampliando seu poder econômico, como o setor de combustíveis e o contrabando de cigarros, que segundo o governador são fontes relevantes de financiamento de grupos como o Comando Vermelho.
De acordo com Castro, o plano é “seguir o dinheiro” para desmantelar a estrutura financeira das quadrilhas e enfraquecer sua capacidade de controle territorial.
Estratégia de ocupação e presença do Estado nas favelas
O governador também adiantou que há planos para retomar territórios dominados por facções criminosas, mas com uma abordagem diferente da adotada nas antigas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
A prioridade, segundo ele, será garantir segurança com o objetivo de levar serviços públicos essenciais, como educação, saúde e esporte, para dentro das comunidades.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


