
Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro.
Tomaz Silva /Agência Brasil
O número de mortos durante a Operação Contenção subiu para 121, segundo atualização do Governo do Rio de Janeiro. A megaoperação realizada na terça-feira (28) pelas polícias Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão foi considerada a ação mais letal de todo o Brasil.
O objetivo da ação foi “capturar lideranças criminosas e conter a expansão territorial do Comando Vermelho”, de acordo com o Governo do Estado.
Ao todo 113 pessoas foram presas. Além disso, 2 pistolas, 91 fuzis e 9 motos foram apreendidas.
Muro do BOPE
Moradores da Penha encontraram diversos corpos em uma área de mata e os transportaram até a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas. Segundo lideranças comunitárias, ao todo, 74 corpos foram retirados da Serra da Misericórdia.
Segundo Marcelo de Menezes, secretário da Polícia Militar, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) criou uma espécie de muro para cercar e levar os suspeitos até a área de mata e manter o confronto distante da população “de bem”. A explicação foi dada durante uma coletiva realizada na quarta-feira (29).
Repercussão Internacional
O caso teve ampla repercussão internacional, sendo comentado por diversos veículos e organizações internacionais. Ao noticiar o ocorrido, o jornal americano The New York Times, afirmou que o episódio “abalou o Brasil”, enfatizando a proximidade da COP30 e os eventos planejados na cidade carioca.
Volker Türk, Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, afirmou nesta quarta-feira (29), que o país precisa de uma “reforma abrangente e eficaz dos métodos policiais”. Segundo ele, “a alta letalidade associada ao policiamento no Brasil tornou-se algo normal, particularmente em áreas como o Rio de Janeiro, onde aumentou significativamente nos últimos tempos”.
*Estagiária sob supervisão de Eduardo Frumento
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