
Agentes do Bope durante megaoperação no Rio
Aline Massuca/Reuters
A Operação Contenção, realizada terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, deixou 119 mortos segundo delegado e secretário de Polícia Civil, Felipe Curi.
Fontes oficiais divergiram ao longo da quarta-feira (29) sobre o número de vítimas. Segundo a Polícia Militar, a operação somava 126 mortos, enquanto a Defensoria Pública do Rio de Janeiro afirmava ser 132. Já de acordo com o governador do Rio de Janeiro, eram 58.
O resultado da ação já ultrapassa o total de vítimas do massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, em São Paulo. Na ocasião, 111 presos foram mortos por policiais militares após uma rebelião no Pavilhão 9 da Casa de Detenção de São Paulo.
Defendida como “um sucesso” pelo governador Cláudio Castro (PL), foram 2,5 mil policiais, além de blindados e helicópteros, para avançar sobre áreas dominadas pelo crime organizado.
Acompanhe as últimas notícias sobre os desdobramentos da megaoperação no Rio de Janeiro.
Balanço Geral da Megaoperação
- Na quarta (29), o delegado e secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, contabiliza 119 mortos.
- Há quatro policiais mortos. Saiba quem são os policiais mortos.
Quarta (29): declarações de Cláudio Castro, número de mortos e proposta de GLO
- As forças de segurança do Rio de Janeiro montaram um “muro do Bope” para tentar conter o avanço de criminosos durante a megaoperação. A tática, segundo afirmou Marcelo Menezes, secretário da Polícia Militar do Rio de Janeiro, consistiu em encurralar os criminosos na mata que cerca os complexos do Alemão e da Penha.
- Os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fizeram críticas a megaoperação. Dino chamou de "circunstância terrível, trágica". Já o decano Gilmar Mendes classificou a operação no Rio como "lamentável episódio".
- O número de mortos no Rio de Janeiro, já ultrapassa o total de vítimas do massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, em São Paulo. Na ocasião, a Polícia Militar de São Paulo entrou no Pavilhão 9 da Casa de Detenção para conter uma rebelião e matou 111 presos.
- O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que a corporação não foi comunicada previamente sobre a megaoperação. Segundo ele, a Superintendência Regional da PF no Rio chegou a ser procurada pela inteligência da Polícia Militar, mas apenas para uma conversa inicial sobre a possibilidade de colaboração.
- Cláudio Castro afirmou que megaoperação representa “o início de um grande processo” no combate ao crime organizado e que, na verdade, o número de mortes é 58. Castro também disse que trabalha “com tranquilidade” para defender a ação e classificou os quatro policiais militares mortos como as “verdadeiras quatro vítimas”. O governador ressaltou o pedido de apoio federal para reforçar “o poder bélico e financeiro” das forças de segurança.
- Lula se reuniu no período da manhã com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para discutir a megaoperação. Três pontos principais foram apresentados pelo presidente, como a necessidade do estado do Rio pedir para que a GLO intensifique a ajuda ao estado.
- Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, vão levar a Cláudio Castro uma proposta de atuação do Exército em áreas federais, como portos e aeroportos, modelo que já foi adotado em 2023.
- O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, determinou a manutenção do reforço no policiamento em todo o estado.
- Moradores dos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, relataram na manhã de quarta que estavam retirando corpos da área de mata da região desde a madrugada. Imagens recebidas pela reportagem da BandNews FM mostravam mais de 60 corpos enfileirados na praça São Lucas, na Penha. Não houve relatos de tiros na região.
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