
O que é o Muro do Bope usado na operação no Rio
Reuters
A Polícia Militar do Rio de Janeiro detalhou nesta quinta-feira (30) a tática utilizada na megaoperação que resultou em ao menos 119 mortes nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense.
Batizada de “Muro do Bope”, a estratégia foi montada na Serra da Misericórdia, área de ligação entre as duas comunidades, e teve como objetivo principal cercar e empurrar os criminosos em direção à mata, evitando confrontos em regiões habitadas.
De acordo com a PM, o plano foi executado em conjunto por unidades do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Polícia Civil.
A corporação afirmou que a maior parte das mortes ocorreu em área de mata, fora das regiões densamente povoadas. Entretanto, o secretário de Operações Especiais, coronel Marcelo Menezes, admitiu que parte das imagens gravadas pelas câmeras corporais dos agentes pode ter se perdido, já que a autonomia das baterias dos equipamentos é limitada a 12 horas.
A operação — considerada a maior da história do Rio de Janeiro — teve reflexos em toda a cidade. O dia seguinte foi marcado por falta de transporte público, escolas e universidades com aulas virtuais e ruas praticamente vazias. Principais vias, como a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, registraram movimento muito abaixo do normal, reflexo do medo e da insegurança após os confrontos.
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