O diretor-presidente do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, concedeu uma entrevista exclusiva à BandNews FM na manhã desta terça-feira (6) para detalhar a pesquisa mais recente divulgada pelo instituto que mostra uma larga vantagem do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, em uma eventual tentativa de reeleição.
No cenário estimulado, segundo o levantamento, Tarcísio de Freitas tem 42,1% das intenções de voto, enquanto Geraldo Alckmin (PSB) aparece com 21,1% da preferência do eleitorado. A deputada federal Erika Hilton (PSOL) aparece como terceira mais bem cotada, com 9,4%; seguida de Alexandre Padilha (PT), atual ministro da Saúde, com 5,5%.
Para Hidalgo, Tarcísio tem uma "vantagem muito grande" para permanecer à frente do Palácio dos Bandeirantes - sede do governo de São Paulo.
"Se a eleição fosse domingo, haveria possibilidade de vitória no primeiro turno. Isso também vai pesar na decisão final [de optar entre o governo de SP ou a presidência]. Essa decisão, não tenho dúvida, vai para fevereiro e março. Não será tomada agora. Essa decisão, nem Tarcísio ou Bolsonaro sabem ainda", considerou.
Nome forte para a presidência
Caso Tarcísio escolha concorrer à reeleição em São Paulo, Hidalgo ressalta que o nome que ganha força para disputar a presidência da República - com a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) - é o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
"Pelas pesquisas, o nome mais forte é da ex-primeira-dama. Mais que qualquer governador, não tenho dúvida. Hoje, os dois principais nomes [para disputa à presidência] são do governador Tarcísio e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro", informou.
"É uma decisão difícil. Ele tem uma eleição para o governo de São Paulo muito favorável, com possibilidade muito grande de vitória no primeiro turno. Eleição presidencial vai ser muito disputada, [Tarcísio] não vai ter o mesmo favoritismo que teria para o governo", completou.
Futuro de Tarcísio
O atual governador de São Paulo, no entanto, em entrevista exclusiva concedida a Rádio Bandeirantes nesta terça (6), rechaçou a possibilidade de concorrer ao Palácio do Planalto. Novamente, o político afirmou que o projeto da direita deverá ser conduzido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"A nossa decisão será influenciada por São Paulo. Eu sou candidato à reeleição, quero ficar no estado de São Paulo. [...] Estou fora desta discussão [disputa pela Presidência] porque meu foco é São Paulo", disse o atual governador.
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