
Dengue
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Resumo
O Ministério da Saúde oficializou a incorporação do teste rápido de antígeno NS1 para diagnóstico da dengue ao SUS, permitindo uso em UBS, ambulatórios e hospitais e facilitando a identificação precoce da doença nos primeiros dias de infecção.
O exame detecta a proteína NS1 presente no sangue na fase inicial da dengue, possibilita diagnóstico mais cedo que testes sorológicos, entrega resultados em poucos minutos e contribui para condutas clínicas adequadas, monitoramento dos pacientes e prevenção de casos graves.
O Ministério recomenda uso do teste entre o primeiro e quinto dia de sintomas, ressalta que resultado negativo não descarta dengue e orienta avaliação clínica complementar; o exame não identifica o sorotipo viral, e em 2025, mais de 1600 mortes por dengue foram confirmadas no Brasil.
O Ministério da Saúde oficializou nesta quinta-feira (26) a incorporação de um novo teste rápido para o diagnóstico da dengue ao Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, publicada no Diário Oficial da União, permite que o exame de antígeno NS1 seja amplamente utilizado na rede pública, incluindo Unidades Básicas de Saúde (UBS), ambulatórios e hospitais, agilizando a identificação da doença já nos primeiros dias de infecção.
Diagnóstico rápido para um cuidado oportuno
O novo exame é um teste rápido que funciona por meio da detecção da proteína NS1 (antígeno não estrutural 1), uma substância produzida pelo próprio vírus da dengue e que está presente em grande quantidade no sangue durante a fase inicial da infecção.
Diferente dos testes sorológicos que dependem da produção de anticorpos pelo organismo, o teste NS1 permite um diagnóstico mais cedo.
Com um resultado que sai em poucos minutos, o teste é uma ferramenta importante para a assistência ao paciente. A identificação precoce da dengue contribui para a definição de uma conduta clínica mais adequada e individualizada, ajudando a monitorar o paciente e a evitar a evolução para casos graves.
Recomendações e distribuição
Em nota técnica, o Ministério da Saúde orienta que o teste para detecção do antígeno NS1 seja realizado preferencialmente entre o primeiro e o quinto dia após o início dos sintomas.
A pasta ressalta, no entanto, que um resultado negativo não exclui o diagnóstico de dengue, sendo fundamental a avaliação clínica e, se necessário, a realização de exames complementares.
Apesar de ser uma ferramenta útil para a assistência clínica, o teste rápido não identifica o sorotipo do vírus, informação que continua sendo importante para a vigilância epidemiológica.
Em 2025, mais de 1600 mortes foram confirmadas por dengue em todo o Brasil.


