
Tragédia de Mariana completa dez anos com homenagens e protestos em Minas Gerais
Agência Brasil
Resumo
O rompimento da barragem de Fundão, controlada pela Samarco, que deixou 19 mortos e causou a destruição a destruição do subdistrito de Bento Rodrigues em Minas Gerais, completa dez anos.
Familiares das vítimas e moradores realizaram atos de memória, incluindo uma celebração na Igreja de Nossa Senhora das Mercês e o lançamento de 200 balões biodegradáveis com sementes de girassol.
Manifestantes, incluindo o Movimento dos Atingidos por Barragens, protestaram em Belo Horizonte exigindo aceleração nas indenizações, reassentamento das comunidades afetadas e responsabilização criminal das empresas envolvidas.
O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, completa dez anos nesta quarta-feira (5). O desastre, considerado um dos maiores da mineração brasileira, deixou 19 mortos e destruiu o subdistrito de Bento Rodrigues em Minas Gerais, arrastado pela lama de rejeitos de minério da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela anglo-australiana, BHP Billiton.
Em Bento Rodrigues, o dia foi marcado por homenagens e manifestações de familiares das vítimas e moradores. A comunidade se reuniu na Igreja de Nossa Senhora da Mercês para uma celebração em memória dos mortos. Cruzes com os nomes das 19 vítimas foram colocadas na fachada do templo e 200 balões biodegradáveis com sementes de girassol foram soltos como símbolo de renascimento e esperança.
Em Belo Horizonte, membros do Movimento dos Atingidos por Barragens organizaram uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, com a presença de autoridades, e seguiram para o Tribunal Regional da 6ª Região e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em protesto contra a lentidão dos processos de reparação.
Além da cobrança para aceleração das indenizações, os manifestantes pediam pelo reassentamento de comunidades atingidas e a responsabilização criminal das empresas envolvidas.
Em Mariana, as atividades encerraram com o toque simbólico de uma sirene na Praça Gomes Freire, em memória das vítimas. O som remete ao alerta que nunca foi acionado no dia do rompimento, em 5 de novembro de 2015.
O desastre despejou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos no meio ambiente, destruindo comunidades inteiras e contaminando o Rio Doce até o Espírito Santo com a lama tóxica.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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