
Trump e Ramphosa durante encontro na Casa Branca
Reuters/Kevin Lamarque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou nesta quarta-feira (21), um vídeo sobre um suposto ‘genocídio branco’ ao líder da África do Sul, Cyril Ramaphosa, em uma reunião feita na Casa Branca.
O republicano pediu que sua equipe exibisse filmagens que comprovassem as evidências dos crimes, como túmulos de milhares de fazendeiros brancos. O sul-africano assistiu a tudo calado. Após isso, afirmou:
"Gostaria de saber onde fica isso porque nunca vi esses vídeos".
Em outra parte, Ramaphosa apresentou dados sobre as altas taxas de homicídio no país, com a maioria das vítimas sendo negras. O presidente dos EUA o interrompeu durante as alegações, dizendo que “os fazendeiros não são negros”.
"Essas são preocupações sobre as quais estamos dispostos a conversar com você", retrucou o sul-africano.
Durante os últimos meses, a Casa Branca vem criticado a lei de reforma agrária da África do Sul, que visa reparar as injustiças cometidas durante o apartheid. Outro ponto debatido é o processo judicial de genocídio por parte dos sul-africanos contra Israel.
"As pessoas estão fugindo da África do Sul para sua própria segurança. Suas terras estão sendo confiscadas e, em muitos casos, elas estão sendo mortas", afirmou Trump.
Em fevereiro, o norte-americano anunciou um corte de assistência financeira ao país de Ramaphosa, alegando que o governo estava “confiscando terras” e que “certas classes de pessoas” estavam sendo maltratadas.
Já em março, a Casa Branca expulsou do país o embaixador sul-africano, por suposta “exploração de questões raciais”.
E em maio, 59 sul-africanos chegaram ao território norte-americano com status de refugiados. Trump afirmou que todos eram vítimas de “discriminação racial”.
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