
Trump
REUTERS/Kevin Lamarque
Resumo
Anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre tarifa de 25% a países que mantêm relações comerciais com o Irã eleva a tensão internacional, sendo divulgado com efeito imediato em meio a protestos e ameaças de intervenção militar.
Declaração de Trump detalha a sanção econômica, indicando que qualquer país que realize atividades comerciais com a República Islâmica do Irã será taxado, enquanto líderes iranianos teriam buscado diálogo, mas o presidente americano sugere possível ação antes de reunião.
Repressão violenta do governo do aiatolá Ali Khamenei contra manifestantes no Irã resulta em pelo menos 544 mortes e mais de 10.681 prisões em 15 dias, intensificando a crise humanitária e servindo de justificativa para a pressão dos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou a tensão com o Irã ao anunciar uma tarifa de 25% sobre qualquer país que mantenha relações comerciais com Teerã. A medida, anunciada com "efeito imediato" nas redes sociais, ocorre em meio a uma onda de protestos contra o regime iraniano e ameaças de intervenção militar por parte de Washington. Paralelamente, Trump afirmou que líderes iranianos buscaram o diálogo e que uma reunião está sendo marcada, mas ponderou que os EUA talvez precisem "agir antes do encontro".
A nova sanção econômica foi detalhada por Trump em uma postagem: "Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre toda e qualquer atividade comercial realizada com os Estados Unidos da América. Esta ordem é final e conclusiva".
Ameaças de Intervenção e Contato
As ações de Washington se intensificam diante da repressão violenta do governo do aiatolá Ali Khamenei contra manifestantes. A Casa Branca alertou que tomará providências caso mais pessoas morram nos atos.
Apesar da retórica agressiva, Trump revelou um suposto contato por parte de Teerã. Segundo o republicano, "os líderes do Irã ligaram ontem" e "uma reunião está sendo marcada". No entanto, o presidente americano manteve o tom de ameaça ao complementar que "talvez tenhamos que agir antes da reunião", deixando em aberto a possibilidade de uma ação militar.
Crise Humanitária nos Protestos
A situação no Irã é crítica. De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, um grupo de monitoramento sediado nos EUA, o número de mortos nos protestos dos últimos 15 dias subiu para pelo menos 544 pessoas.
Além das mortes, a repressão do regime resultou na prisão de mais de 10.681 manifestantes, segundo a mesma organização. A escalada da violência é o principal argumento de Trump para justificar a pressão sobre o governo iraniano.
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