
Trump
Jonathan Ernst/Reuters
Resumo
Declaração de Donald Trump sobre anexação da Groenlândia provocou reação internacional, com ameaças de aquisição do território dinamarquês e deboches à defesa local, gerando preocupação entre países europeus.
Iniciativa de Reino Unido e Alemanha promove discussão sobre reforço militar no Ártico, incluindo criação de missão conjunta da OTAN para proteger a Groenlândia, enquanto Dinamarca reafirma oposição às pretensões dos Estados Unidos.
Publicações polêmicas de Trump nas redes sociais incluem montagem sobre presidência da Venezuela e comentário favorável à indicação de Marco Rubio como presidente de Cuba, ampliando tensões diplomáticas e repercussão internacional.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que pretende anexar a Groenlândia, declarando que obterá o território dinamarquês "de um jeito ou de outro". A ameaça foi acompanhada de um deboche sobre a capacidade de defesa da ilha. Em resposta, países europeus, liderados por Reino Unido e Alemanha, começaram a discutir um reforço da presença militar na região para conter as ambições americanas.
Durante uma entrevista a jornalistas no domingo, Trump justificou o interesse estratégico na ilha. "Se não tomarmos a Groenlândia, a Rússia ou a China o farão, e não vou deixar isso acontecer", disse ele, que completou zombando da estrutura local: "E sabe qual a defesa da Groenlândia? Basicamente dois trenós puxados por cachorros".
Europa prepara resposta e plano da OTAN
A retórica de Trump colocou a Europa em alerta. Segundo a agência Bloomberg, Reino Unido e Alemanha lideram uma iniciativa para mostrar que a segurança no Ártico está sendo levada a sério. A proposta em discussão inclui a criação de uma missão conjunta da OTAN, a aliança militar do Atlântico Norte, para proteger o território dinamarquês.
A medida surge como uma contraofensiva, especialmente após Trump ter sugerido, na semana passada, que poderia abrir mão da OTAN para seguir com seus planos na Groenlândia. A Dinamarca, por sua vez, já se posicionou firmemente e afirmou que não fará concessões aos Estados Unidos.
Postagens polêmicas nas redes sociais
Paralelamente às ameaças geopolíticas, Donald Trump usou as redes sociais para fazer provocações. No domingo à noite, ele compartilhou uma montagem de sua página na Wikipédia editada para incluir o cargo de "presidente em exercício da Venezuela".
Em outra publicação na sua plataforma, a TruthSocial, o republicano reagiu a uma postagem que sugeria o secretário de Estado americano, Marco Rubio, como novo presidente de Cuba. Trump comentou que a ideia "soa bem".
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