A Ucrânia afirmou ter chegado a um entendimento sobre a nova versão do plano de paz apresentado pelos Estados Unidos, mas o acerto esbarra imediatamente na reação da Rússia, que exige concessões territoriais e garantias internacionais. Segundo o correspondente da BandNews FM Felipe Kieling, embora Volodymyr Zelensky tenha declarado que aceita o documento em seus novos termos, Moscou já avisou que “não é bem assim”, indicando que partes essenciais ainda não foram combinadas.
Zelensky tenta evitar desgaste com os EUA
Kieling explicou que o presidente ucraniano trabalha para não se indispor com Washington. Após receber a versão revisada — agora com 19 pontos, em vez dos 28 do texto original vazado — Zelensky disse que a Ucrânia “aceita um acordo de paz”, deixando claro que apoia a negociação desde que adaptada aos interesses ucranianos.
O gesto estratégico, segundo o correspondente, visa impedir que Kiev seja vista como o lado que inviabiliza um eventual avanço diplomático. Zelensky “tira o dele da reta”, como disse Kieling, e transfere ao Kremlin a responsabilidade por eventuais impasses.
Rússia reage e cobra reconhecimento internacional
Do lado russo, porém, o discurso é outro. Moscou afirma que ainda vai analisar o documento e condiciona qualquer acerto ao reconhecimento internacional de áreas já anexadas, como Luhansk, Donetsk e a Crimeia, além de discutir a situação de outras regiões parcialmente ocupadas, como Zaporizhia e Kherson.
Líderes europeus classificam essa exigência como problemática: reconhecê-las, dizem, abriria um precedente perigoso ao premiar expansão territorial por meio de invasão militar.
Trump tenta conduzir negociações, mas Europa está cética
Kieling relatou que Donald Trump anunciou a intenção de enviar emissários à Rússia e à Ucrânia nesta semana, afirmando que só conversará com Zelensky e Putin “quando for para assinar o acordo”.
O ex-presidente norte-americano demonstra otimismo, mas líderes europeus não compartilham da mesma confiança:
- Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, descreveu o processo como “árduo”;
- Emmanuel Macron, presidente da França, classificou a negociação como “otimista, porém complicada”.
Para diversos diplomatas, o plano segue desfavorável à Ucrânia e difícil de ser aceito por Moscou.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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