O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sinalizou estar disposto a analisar o plano de paz de 28 pontos apresentado pelos Estados Unidos e pela Rússia, segundo relato do correspondente da BandNews FM Felipe Kieling. A proposta, que busca encerrar a guerra iniciada em 2022, provocou inquietação entre países europeus, que enxergam o documento como excessivamente favorável ao presidente russo, Vladimir Putin. Com isso, líderes da França, do Reino Unido e da Alemanha realizam nesta sexta-feira uma reunião emergencial com Zelensky para avaliar os termos sugeridos.
Europa vê proposta como concessão ampla à Rússia
O repórter explica que diplomatas europeus classificaram o plano como uma espécie de rendição da Ucrânia, devido ao teor das exigências listadas. Entre os pontos mais sensíveis estão:
- redução significativa do Exército ucraniano;
- cessão territorial, sobretudo na região de Donbass;
- reintegração da Rússia à economia global com o levantamento de sanções;
- retorno de Moscou ao G7, que voltaria a ser G8;
- presença de tropas da OTAN restrita a países vizinhos, como Polônia.
Segundo o correspondente, “os termos são amplamente favoráveis ao Kremlin”, o que aumenta a resistência entre países europeus. Para muitos deles, a proposta consolida ganhos territoriais russos e não oferece garantias reais de segurança à Ucrânia.
Impacto militar e territorial preocupa Kiev
A Ucrânia teme que aceitar o plano signifique abrir mão de áreas pelas quais travou batalhas intensas nos últimos anos, especialmente em Donbass.
Kieling lembra que, se mantiver o ritmo atual de avanço, a Rússia levaria até quatro anos para controlar completamente a região — o que torna a concessão territorial considerada prematura por militares ucranianos.
Zelensky também insiste em obter garantias robustas de proteção internacional, temendo nova ofensiva russa após eventual acordo. O histórico pesa:
- em 2014, Moscou anexou a Crimeia sem forte reação internacional;
- em 2022, invadiu novamente o país e declarou unilateralmente a incorporação de quatro regiões — algumas ainda fora de seu controle total.
- Ucrânia evita confronto direto com os EUA enquanto negocia com a Europa
Kieling destacou que Zelensky e líderes europeus têm escolhido palavras com cautela para evitar atrito diplomático com os EUA, responsáveis por intermediar o plano junto à Rússia.
Apesar disso, as declarações públicas deixam claro o desconforto de Kiev e da União Europeia com a ideia de aceitar um acordo que consagra perdas territoriais e fragiliza a capacidade defensiva ucraniana.
A reunião emergencial com França, Reino Unido e Alemanha busca justamente encontrar uma posição conjunta antes que Washington avance nas negociações com Moscou.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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