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Ucrânia e líderes europeus analisam plano de paz proposto por EUA e Rússia

Documento com 28 pontos gera apreensão na Europa por atender amplamente às demandas de Vladimir Putin

Da redação
DA REDAÇÃO

21/11/2025 • 09:15 • Atualizado em 21/11/2025 • 09:15

Felipe Kieling

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sinalizou estar disposto a analisar o plano de paz de 28 pontos apresentado pelos Estados Unidos e pela Rússia, segundo relato do correspondente da BandNews FM Felipe Kieling. A proposta, que busca encerrar a guerra iniciada em 2022, provocou inquietação entre países europeus, que enxergam o documento como excessivamente favorável ao presidente russo, Vladimir Putin. Com isso, líderes da França, do Reino Unido e da Alemanha realizam nesta sexta-feira uma reunião emergencial com Zelensky para avaliar os termos sugeridos.

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Europa vê proposta como concessão ampla à Rússia

O repórter explica que diplomatas europeus classificaram o plano como uma espécie de rendição da Ucrânia, devido ao teor das exigências listadas. Entre os pontos mais sensíveis estão:

  • redução significativa do Exército ucraniano;
  • cessão territorial, sobretudo na região de Donbass;
  • reintegração da Rússia à economia global com o levantamento de sanções;
  • retorno de Moscou ao G7, que voltaria a ser G8;
  • presença de tropas da OTAN restrita a países vizinhos, como Polônia.

Segundo o correspondente, “os termos são amplamente favoráveis ao Kremlin”, o que aumenta a resistência entre países europeus. Para muitos deles, a proposta consolida ganhos territoriais russos e não oferece garantias reais de segurança à Ucrânia.

Impacto militar e territorial preocupa Kiev

A Ucrânia teme que aceitar o plano signifique abrir mão de áreas pelas quais travou batalhas intensas nos últimos anos, especialmente em Donbass.

Kieling lembra que, se mantiver o ritmo atual de avanço, a Rússia levaria até quatro anos para controlar completamente a região — o que torna a concessão territorial considerada prematura por militares ucranianos.

Zelensky também insiste em obter garantias robustas de proteção internacional, temendo nova ofensiva russa após eventual acordo. O histórico pesa:

  • em 2014, Moscou anexou a Crimeia sem forte reação internacional;
  • em 2022, invadiu novamente o país e declarou unilateralmente a incorporação de quatro regiões — algumas ainda fora de seu controle total.
  • Ucrânia evita confronto direto com os EUA enquanto negocia com a Europa

Kieling destacou que Zelensky e líderes europeus têm escolhido palavras com cautela para evitar atrito diplomático com os EUA, responsáveis por intermediar o plano junto à Rússia.

Apesar disso, as declarações públicas deixam claro o desconforto de Kiev e da União Europeia com a ideia de aceitar um acordo que consagra perdas territoriais e fragiliza a capacidade defensiva ucraniana.

A reunião emergencial com França, Reino Unido e Alemanha busca justamente encontrar uma posição conjunta antes que Washington avance nas negociações com Moscou.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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