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Um mês de Guerra no Oriente Médio e o impasse das potências

Conflito entre EUA e Irã entra no primeiro mês e cenário se arrasta diante da falta de credibilidade de Trump na comunidade internacional

Da redação
DA REDAÇÃO

28/03/2026 • 12:12 • Atualizado em 28/03/2026 • 12:12

Guerra no Oriente Médio

Guerra no Oriente Médio

REUTERS/Khalil Ashawi

Há um mês, os Estados Unidos iniciaram sua ofensiva contra o Irã, com a promessa de derrubar a teocracia iraniana e enfraquecer a liderança do país. Contudo, passadas quatro semanas, os resultados da intervenção permanecem incertos. As tropas norte-americanas não conseguiram alcançar os objetivos previstos, enquanto o Irã mantém sua postura de resistência, e a estratégia americana parece cada vez mais sem rumo.

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Em entrevista à BandNews FM, o especialista Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, afirmou que a guerra, do ponto de vista estratégico, não tem sentido para os Estados Unidos. "O Irã não está preocupado com a opinião pública internacional. Eles têm uma grande vontade de resistir, o que torna a guerra extremamente difícil para os EUA", explicou o professor, lembrando que em confrontos desse tipo, o tempo e a resistência local acabam prevalecendo.

No front diplomático, a situação também não é promissora para Washington. As tensões aumentam com a ameaça de uma guerra mais ampla, e a diplomacia americana parece cada vez mais isolada. A Europa, que anteriormente foi aliada próxima dos EUA, tem demonstrado ceticismo diante das ações de Trump, e outros atores internacionais, como a Rússia, continuam a reforçar sua presença na região, complicando ainda mais o cenário.

Trevisan afirma que a capa da The Economist desta semana ilustra bem o quadro: um mundo cada vez mais dividido, com o estreitamento das rotas comerciais e o aumento da tensão no estreito de Ormuz, ponto estratégico para o fornecimento de petróleo global. A guerra, até agora, não trouxe resultados concretos, e a pergunta que persiste é: "O que os Estados Unidos realmente querem com esse conflito?"

Os próximos passos para os EUA podem envolver um aumento nas forças terrestres, algo que o governo Trump já ameaçou em declarações recentes. Porém, analistas alertam que a paciência do povo americano é finita, e a guerra no Irã pode se tornar um ponto crítico nas próximas eleições presidenciais.

Em um mês de guerra, as ações militares dos Estados Unidos não conseguiram mudar o equilíbrio de poder no Oriente Médio, e a questão central continua: será que Trump realmente conseguiu avançar ou apenas está criando uma narrativa paralela? O futuro do conflito segue incerto.

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