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Valdemar Costa Neto prevê “guerra” no Senado pela anistia e recua de fala sobre golpe

Presidente do PL afirmou à BandNews TV que confia na aprovação do projeto, mas enfrentará resistência no Senado.

Por Redação
REDAÇÃO

15/09/2025 • 20:29 • Atualizado em 15/09/2025 • 20:29

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Jair Bolsonaro, ex-presidente da República

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Jair Bolsonaro, ex-presidente da República

Beto Barata/ PL

Resumo

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, prevê dificuldades na aprovação do projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro no Senado, mas expressa confiança na articulação do partido.

Durante entrevista, Valdemar recuou de sua declaração anterior sobre um suposto planejamento de golpe no governo Bolsonaro, admitindo que errou ao se expressar.

Reações adversas surgiram dentro do bolsonarismo após as declarações de Valdemar, com críticas de Fábio Wajngarten e outros aliados, refletindo tensões sobre sua liderança e a fidelidade ao ex-presidente.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou em entrevista à BandNews TV nesta segunda-feira (15) que a votação do projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro será uma “guerra” no Congresso Nacional. Apesar das dificuldades previstas no Senado, o dirigente disse confiar na articulação dos líderes da legenda para garantir a aprovação.

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“O Senado será o campo mais difícil, mas acredito que vamos conseguir aprovar. Vai ser uma guerra, mas temos confiança no trabalho da nossa bancada”, declarou Valdemar.

Recuo sobre fala de golpe

Durante a entrevista, o presidente do PL também comentou a polêmica declaração feita no último sábado (13), quando afirmou que houve planejamento de golpe de Estado durante o governo Bolsonaro, mas não crime, já que “nada se concretizou”. Nesta segunda, Valdemar recuou e disse ter se equivocado.

“Em vez de falar movimento, eu falei planejamento. Foi um erro meu. Estava à vontade no local, falei e nem percebi. Só depois, na gravação, vi que tinha dito isso. Foi um erro meu”, justificou.

Ele ainda reforçou sua lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro: “Todo esse pessoal que gosta do Bolsonaro sabe que eu sou fiel a ele e serei fiel até o fim.”

Reações no bolsonarismo

A fala inicial de Valdemar gerou forte reação entre aliados de Bolsonaro. O ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, criticou nas redes sociais: “Quando não se tem o que falar, é melhor não falar nada.”

Segundo a colunista da BandNews FM Mônica Bergamo, uma liderança próxima ao ex-presidente, que preferiu não se identificar, afirmou que Valdemar “falou besteira” e deveria ter se calado. Um deputado do PL de São Paulo declarou que o presidente da sigla busca construir no país um “bolsonarismo sem Bolsonaro”.

Próximos passos da anistia

O projeto de anistia, que prevê perdão a todos os envolvidos em crimes contra a democracia desde 2019, enfrenta forte resistência fora da Câmara dos Deputados. Enquanto a aprovação é considerada provável na Casa, no Senado o texto encontra barreiras significativas, inclusive entre parlamentares do centro e da base do governo.

Valdemar aposta na mobilização de sua bancada e de lideranças oposicionistas para tentar virar o jogo na segunda etapa da tramitação.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.