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Valdemar Costa Neto revela ao STF que sofreu pressão política sobre urnas eletrônicas

Dirigente do PL afirma que deputados queriam que o partido recorresse ao TSE

RÁDIO BANDNEWS FM

15/07/2025 • 18:59 • Atualizado em 15/07/2025 • 18:59

Francisco Neto, CEO da Embraer

Francisco Neto, CEO da Embraer

Reprodução

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira (15), que sofreu pressão para divulgar o relatório elaborado pelo Instituto Voto Legal (IVL) sobre as eleições de 2022. A declaração foi realizada em depoimento prestado ao Supremo Tribunal Federal (STF), como testemunha de Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto e responsável pela realização dos documentos pedidos pelo PL.

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Costa Neto também afirmou não concordar em duvidar da integridade das urnas para tentar justificar uma anulação de parte dos votos, mas “como tinha uma pressão muito grande dos deputados para que a gente deixasse público aquilo e que recorresse ao Tribunal Superior Eleitoral, foi feito esse movimento", disse.

A atitude do dirigente do PL fez com que o partido fosse condenado pelo TSE a pagar uma multa de mais de 20 milhões por litigância de má-fé. O relatório final não apontou fraudes nas urnas, apenas possíveis inconformidades e falta de segurança no sistema.

Além de Costa Neto, os demais engenheiros envolvidos na elaboração do documento também são testemunhas do presidente do Instituto. De acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR), os integrantes fizeram frentes de desinformação, com o intuito de minar a credibilidade do processo eleitoral, além de pressionar as Forças Armadas a se envolverem no plano golpista.

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