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Brasil

Vazamento paralisa perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas

Interrupção ocorreu após vazamento de fluido no poço de Morpho

2 min

06/01/2026 16:52 • Atualizado há 291 dias

Vazamento paralisa perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas

A Petrobras paralisou as atividades de perfuração no poço de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, após um acidente com vazamento de fluido ocorrido no último domingo (4). A interrupção deve durar entre 10 e 15 dias.

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A estatal identificou a perda de aproximadamente 15 mil litros do material, usado para lubrificar e controlar a pressão durante a operação, mas afirma que não há risco ambiental. O incidente acontece poucos meses após a companhia obter a licença para explorar a área, considerada uma nova fronteira petrolífera e alvo de grande preocupação ambiental.

O vazamento foi detectado em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço, a cerca de 2.700 metros de profundidade e a 175 quilômetros da costa do Amapá.

Em comunicado, a Petrobras afirmou que a perda do fluido foi imediatamente contida e isolada, e que o material é biodegradável e atende aos limites de toxicidade permitidos, não oferecendo danos ao meio ambiente ou à segurança da operação.

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A paralisação se deve ao tempo necessário para que as linhas danificadas sejam trazidas à superfície para avaliação e conserto. Os órgãos competentes, como o Ibama, já foram notificados.

Este incidente ocorre em um contexto de intenso debate sobre a exploração de petróleo na margem equatorial. A licença para a perfuração no bloco FZA-M-59 foi concedida pelo Ibama em outubro de 2025, após um longo e rigoroso processo que incluiu a negativa inicial em maio de 2023 devido a inconsistências preocupantes no plano de segurança da estatal.

A prioridade da Petrobras é avaliar a extensão dos danos nas linhas auxiliares e realizar os reparos necessários para retomar a perfuração com segurança. A empresa reafirma que não há problemas estruturais com a sonda ou com o poço. O Ibama, que acompanha o caso, deve fiscalizar o processo e pode determinar novas exigências antes de autorizar o reinício das atividades.