Há dez dias, a Venezuela mergulhou em um cenário de incerteza política com a captura do então presidente, o ditador Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos. As mudanças na estrutura de poder do país não seguiram o roteiro esperado por parte da população e manutenção da influência chavista continua forte no país.
Nesta semana, o presidente americano, Donald Trump, adicionou uma camada de complexidade à situação ao publicar uma foto em suas redes sociais na qual se intitulava presidente interino da Venezuela. A imagem, uma montagem de uma página da Wikipedia, afirmava que ele estaria no cargo desde o início de 2026.
Na realidade, o poder é exercido pela vice-presidente de Maduro, Delcy Rodriguez, que assumiu a liderança do país.
Apesar da captura do ditador, o comando na Venezuela continua alinhado aos princípios do chavismo, coordenado por aliados próximos a ele. Em declarações recentes, o filho de Maduro reforçou que a nação segue os planos elaborados por seu pai antes de ser levado pelos Estados Unidos.
O ponto central da ação americana, segundo especialistas em relações internacionais, é o controle sobre o petróleo venezuelano. No último fim de semana, Trump declarou que qualquer país interessado em comprar o petróleo da Venezuela deverá negociar diretamente com os Estados Unidos.
Na esteira da captura, Trump agora cita a Venezuela como uma "aliada". O republicano afirma que, após um acordo, o país sul-americano concordou em destinar toda a receita da venda de seu petróleo à compra exclusiva de produtos americanos.
A entrada da imprensa enfrenta grandes dificuldades, e relatos obtidos pela BandNews FM descrevem um clima de desconfiança generalizada. Moradores evitam usar redes sociais ou deixar qualquer registro de contato em seus celulares. Muitos se comunicam por sussurros, com medo de serem monitorados.
Nas fronteiras com países vizinhos, como o Brasil, o controle de entrada de pessoas permanece intenso e rigoroso.
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