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Vladimir Putin considera sanções dos EUA “ato hostil” e alerta para consequências

Líder russo afirma que Moscou não cederá à pressão dos EUA após novas sanções contra setor petrolífero, previstas para debilitar economia russa

Da Redação
DA REDAÇÃO

23/10/2025 • 19:22 • Atualizado em 23/10/2025 • 19:22

Putin e Trump

Putin e Trump

REUTERS/Kevin Lamarque

Resumo

Sanções e Reações: O presidente russo Vladimir Putin classificou as sanções impostas pelos EUA como um ato hostil, prometendo que a Rússia não se submeterá à pressão. As sanções visam estrangular as receitas energéticas da Rússia, com a União Europeia adotando medidas semelhantes.

Economia e Estratégia Russa: Apesar das sanções, Putin afirmou que elas não afetarão significativamente a economia russa. A Rússia preparou canais alternativos de comércio e financiamento para mitigar os efeitos das sanções, com Putin mantendo uma postura desafiadora frente às pressões externas.

Impacto Global e Diálogo: Putin alertou que as sanções podem causar um aumento nos preços do petróleo, afetando a economia global. Apesar dos atritos, ele expressou o desejo de manter o diálogo com os EUA, ressaltando que a comunicação é preferível à guerra, embora uma reunião planejada com Donald Trump tenha sido adiada.

O presidente russo Vladimir Putin classificou nesta, quinta-feira (23), as recentes sanções impostas pelos Estados Unidos como um “ato hostil” e afirmou que a Rússia não se submeterá à pressão de Washington.

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Apesar de reconhecer que as restrições são “sérias”, ele garantiu que elas não afetarão significativamente a economia russa.

Rússia e Arábia Saudita vendem mais petróleo do que consomem, ao contrário dos EUA. A contribuição da Rússia para o balanço energético global é muito significativa e substituir o petróleo russo no mercado levará tempo. Uma queda forte nessa oferta levará a aumento de preços

Contexto das sanções

Na última quarta-feira (22), o governo dos EUA impôs sanções contra duas das maiores empresas petrolíferas da Rússia — Rosneft e Lukoil — como parte de um esforço para estrangular as receitas energéticas de Moscou para um cessar-fogo na guerra da Ucrânia.

A União Europeia também adotou restrições semelhantes, incluindo o bloqueio de transporte de gás liquefeito russo (GNL) e acesso a serviços financeiros e tecnológicos.

Putin criticou essas medidas como uma tentativa de “aumentar a pressão sobre a Rússia” e afirmou que “nenhum país ou povo que se respeite toma decisões sob pressão”.

Reações e riscos para o sistema global

O presidente russo alertou que a ruptura no fornecimento global de energia provocada pelas sanções pode causar aumento nos preços do petróleo, o que repercute negativamente para consumidores e economias ao redor do mundo.

O posicionamento de Putin acende um alerta para o agravamento das tensões diplomáticas entre Russia e EUA, num momento em que o diálogo já estava fragilizado com o adiamento de cúpulas para debater o fim da guerra da Ucrânia.

Perspectivas para a Rússia

Putin manteve uma postura de desafio, afirmando que a Rússia “nunca se curvará” aos EUA. Ao mesmo tempo, admitiu que haverá “algumas perdas” econômicas, embora disse que o país está preparado para lidar com os efeitos. Desde 2022, a Rússia vem desenvolvendo canais alternativos de comércio e financiamento para mitigar o impacto de sanções anteriores, o que pode ajudar a diminuir o efeito das novas medidas.

O ex-presidente russo e aliado de Putin, Dmitry Medvedev, foi mais incisivo e afirmou que os EUA são inimigo da Rússia e que governo norte-americano “entrou de vez no caminho da guerra”.

"Os EUA são nosso inimigo, e o seu falastrão 'pacificador' [Trump] agora entrou de vez no caminho da guerra contra a Rússia. (...) As decisões tomadas são um ato de guerra contra a Rússia. E agora Trump se solidarizou completamente com a insana Europa", afirmou Medvedev.

Impactos imediatos e próximos passos

Na sequência dessas medidas, observou-se um aumento de 5% no preço global do petróleo bruto, refletindo a preocupação dos mercados com o corte nas exportações russas. Por outro lado, Moscou diz que seguirá com seus projetos de petróleo e gás e continuará buscando parceiros nos mercados asiático e africano.

Apesar do atrito entre os dois países, Putin afirmou que ainda quer manter relações comerciais com os EUA e “que o diálogo é sempre melhor do que a guerra”. O presidente também ressaltou que as nações tem muitos pontos em comum e que a reunião entre ele e o presidente norte-americano, Donald Trump, que estava prevista para acontecer em Budapeste, capital da Húngria, na próxima segunda-feira (27), foi “provavelmente adiada”.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.