
Cristiano Zanin é escolhido para relatoria de CPI do Banco Master
Gustavo Moreno/STF
Resumo
O ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin foi escolhido novo relator para julgar pedido de CPI sobre irregularidades financeiras do Banco Master, após Dias Toffoli se declarar suspeito e impedido.
O deputado federal Rodrigo Rollemberg solicitou a CPI na Câmara para investigar fraudes entre o BRB e o Banco Master, motivando o afastamento de Toffoli, que possui ligação societária com resort envolvido na venda de fundos a Daniel Vorcaro, dono do banco.
A suspeição de Toffoli em casos do Banco Master já havia ocorrido em fevereiro, quando, após pedido da Polícia Federal, ele deixou a relatoria, transferida a André Mendonça, que segue conduzindo as investigações com a PF.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin será o novo relator de uma decisão que julgará um pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades financeiras do Banco Master. A escolha ocorreu após Dias Toffoli se considerar suspeito e, portanto, impedido de ser o relator da ação.
O pedido de CPI na Câmara foi feito pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar julga necessária uma investigação sobre as fraudes ocorridas entre o BRB e o Banco Master. Toffoli pediu a transferência da relatoria do julgamento a outro ministro após ser sorteado no STF.O ministro é sócio de um resort no interior do Paraná que teria vendido fundos ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
"Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, escreveu Toffoli em despacho do Supremo Tribunal Federal. No documento, os outros ministros haviam afastado qualquer suspeição dele na operação Compliance Zero.
Toffoli já havia deixado relatoria do caso no STF
A suspeição de Dias Toffoli em julgamentos sobre o Banco Master não é novidade na Suprema Corte. Em fevereiro, o ministro decidiu deixar a relatoria do caso após um pedido da Polícia Federal. Nas investigações, o nome de Toffoli foi ligado ao quadro de sócios do resort Tayayá, que vendeu um fundo de investimento a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Apesar da suspeição ser rechaçada pelos demais ministros do STF na ocasião, Toffoli aceitou o pedido e a relatoria foi transferida a André Mendonça, que conduz o caminho das investigações com a PF até o momento.
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