
Presídios do Rio
Divulgação
O Ministério Público do Rio encaminha à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária uma denúncia de cobrança de taxas dentro de presídios por parte de policiais penais para diminuir o número de apreensão de materiais ilícitos. Os documentos foram enviados à secretária Maria Rosa Lo Duca Nebel. A pasta disse que vai responder dentro do prazo estipulado.
Segundo os textos, a "taxa de tranquilidade" seria recebida por diretores das unidades prisionais. Em contrapartida, os agentes reduziriam o número de operações.
De janeiro à setembro do ano passado, mais de 230 quilos de drogas e 9.701 celulares foram apreendidos em presídios.
Já no mesmo período de 2025, pouco mais de 200 de entorpecentes foram retirados dos presídios, além de 596 unidades de ecstasys, 4.763 celulares e 195 roteadores.
A redução, de acordo com a SEAP, é resultado do fortalecimento das ações de fiscalização, aliado ao uso de bloqueadores de sinal, escâneres corporais e ao trabalho integrado entre o Grupo de Intervenção Tática (GIT), a Superintendência de Inteligência (SI) e as direções das unidades prisionais.
A pasta disse que o procedimento instaurado pelo Ministério Público teve origem em uma denúncia anônima e que adotou imediatamente adotadas todas as medidas administrativas necessárias.
Além disso, a SEAP ressaltou que os servidores citados na denúncia compareceram espontaneamente à Polícia Civil para registrar a ocorrência.
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