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Acidentes com bikes elétricas disparam 244% no Rio

Alta ocorre após aumento da circulação e levanta debate sobre regras

Por Redação
REDAÇÃO

31/03/2026 • 18:15 • Atualizado em 31/03/2026 • 18:15

O número de acidentes envolvendo bicicletas elétricas e veículos autopropelidos disparou no Estado do Rio de Janeiro

O número de acidentes envolvendo bicicletas elétricas e veículos autopropelidos disparou no Estado do Rio de Janeiro

Agência Brasil

O número de acidentes envolvendo bicicletas elétricas e veículos autopropelidos disparou no Estado do Rio de Janeiro. Segundo o Corpo de Bombeiros, houve aumento de 244% nos casos entre 2024 e 2025.

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Neste ano, apenas nos primeiros meses, o total de ocorrências na capital já representa 23% de todos os registros do ano passado.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (31), um dia após a morte de mãe e filho na Tijuca. Eles estavam em uma bicicleta elétrica quando sofreram um acidente na Rua Conde de Bonfim, uma das principais vias da região.

Após o caso, o prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a Prefeitura prepara um novo decreto com regras mais claras para esse tipo de transporte.

Atualmente, uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito, de 2023, permite que bicicletas elétricas e autopropelidos circulem em ciclovias. Ainda assim, é comum ver esses veículos em vias com tráfego intenso.

Ouvintes da BandNews FM relatam aumento na circulação desses veículos em diferentes regiões da cidade e cobram maior regulamentação e fiscalização.

Pelas regras do Contran, esses veículos podem circular em vias com limite de até 40 km/h. No entanto, na Rua Conde de Bonfim, onde ocorreu o acidente, o limite é de 50 km/h.

A integrante da Comissão de Segurança no Ciclismo do Rio, Vivi Zampieri, defende mais campanhas de orientação, além de fiscalização e regulamentação mais rigorosas.

Em entrevista, o prefeito afirmou que, com o aumento da presença desses veículos, será necessário adotar regras mais restritas, incluindo definição clara de onde podem circular e limites de velocidade.

As bicicletas elétricas e os autopropelidos podem atingir até 32 km/h, não exigem habilitação nem emplacamento, e o uso de capacete é recomendado, mas não obrigatório.

Já os ciclomotores, que podem chegar a 50 km/h, são proibidos em ciclovias e exigem habilitação, emplacamento e uso de capacete.

Em todo o estado, os acidentes com autopropelidos também cresceram. Entre 2024 e 2025, o aumento foi de 179%. Nos três primeiros meses de 2026, já foram registrados 126 casos.

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