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Antiga sede dos Correios no Centro do Rio não recebe propostas

Edifício histórico foi colocado à venda por R$ 53,5 milhões, mas leilão terminou sem interessados

João Boueri
JOÃO BOUERI

31/07/2026 • 13:29 • Atualizado em 31/07/2026 • 13:29

Antiga Sede dos Correios

Antiga Sede dos Correios

Tomaz Silva/Agência Brasil

A antiga sede nacional do Correio Geral, na Rua Primeiro de Março, no Centro do Rio, não recebeu propostas no leilão realizado na quinta-feira (30). A venda do edifício histórico foi determinada pelo Governo Federal em meio à crise financeira enfrentada pelos Correios.

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Ainda não há uma nova data para o leilão, organizado pela plataforma VIP Leilões. Segundo o Governo Federal, os imóveis que não receberam propostas serão ofertados novamente em futuros certames, como parte da estratégia dos Correios de racionalização e otimização do patrimônio imobiliário.

O edital prevê que a venda seja feita por meio de um leilão público na modalidade de lances sucessivos. O valor inicial do imóvel foi fixado em R$ 53,5 milhões. Sem interessados na primeira etapa, o prédio poderá ser ofertado em uma terceira rodada com lance mínimo de R$ 47,7 milhões.

De acordo com o edital, o edifício não possui dívida ativa de IPTU, mas apresenta divergências entre as áreas registradas no cadastro municipal e no registro imobiliário. A regularização da situação ficará sob responsabilidade do comprador.

O prédio foi construído durante o Império para abrigar os serviços postais brasileiros. O imóvel tem cinco pavimentos, cerca de nove mil metros quadrados de área construída e foi inaugurado no fim da década de 1880. O projeto original é atribuído ao engenheiro e arquiteto Antônio de Paula Freitas.

A venda de imóveis faz parte das medidas anunciadas pela diretoria dos Correios para tentar reequilibrar as contas da estatal. Entre as ações também estão a contratação de empréstimos, o fechamento de unidades deficitárias e a revisão de contratos.

Na quinta-feira (30), também foram vendidos terrenos em Boa Esperança (ES) e Itaguatins (TO), além de um prédio em Erechim (RS). Segundo os Correios, a arrecadação prevista com esses imóveis é de R$ 2,4 milhões.

Em 2025, o déficit da estatal foi de R$ 8,5 bilhões. A previsão para este ano também é de resultado negativo nas contas.

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