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Anvisa libera testes da polilaminina e pacientes relatam avanços

Substância ainda em pesquisa é obtida por via judicial por pessoas com lesão medular

Fernanda Caldas
FERNANDA CALDAS

12/01/2026 • 13:46 • Atualizado em 12/01/2026 • 13:46

Liberação para testes clínicos da polilaminina

Liberação para testes clínicos da polilaminina

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Em meio à liberação para testes clínicos da polilaminina, pacientes que conseguiram a substância por meio de decisões judiciais relatam efeitos na recuperação de movimentos após lesões medulares.

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Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a primeira fase de testes clínicos com a substância. Até então, a pesquisa desenvolvida por integrantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), liderados pela bióloga Tatiana Coelho Sampaio, estava restrita a estudos científicos.

Enquanto as aplicações dos testes clínicos ainda não começaram, pessoas que perderam os movimentos em decorrência de lesões medulares têm recorrido à Justiça para obter autorização para o uso da polilaminina. Nesses casos, os efeitos já estão sendo observados.

Um dos pacientes é Diogo Barros Brollo, de 35 anos. Ele sofreu uma lesão medular total após cair de um prédio durante o trabalho, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. Diogo ficou paraplégico, com perda dos movimentos e da sensibilidade da cintura para baixo. Há cerca de um mês, por decisão judicial, ele recebeu a polilaminina.

Duas semanas após a aplicação, Diogo passou a recuperar a sensibilidade em partes das pernas e conseguiu movimentar o pé. Segundo ele, a polilaminina representa uma esperança para pessoas que vivem com lesão medular.

Até o momento, a Justiça já concedeu dez liminares autorizando a aplicação da substância. Outro caso é o do piloto de motocross Luiz Fernando Mozer, que mora no Espírito Santo. Ele perdeu os movimentos após ser atingido por outra moto e, após utilizar a polilaminina, conseguiu contrair músculos do corpo.

Ainda não há data definida para o início dos testes clínicos. Os pacientes selecionados devem ter entre 18 e 72 anos, com perda total de movimentos, nos quadros de paraplegia ou tetraplegia ocorridos há menos de 72 horas, e com indicação cirúrgica.

Durante a fase de pesquisa científica, com autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, a polilaminina foi aplicada em animais. Posteriormente, com aval da Anvisa, a substância foi testada em oito voluntários humanos. Entre eles está Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, diagnosticado com tetraplegia, que voltou a andar.

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