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Argentina ré por injúria racial diz que não sabia de gravidade do crime

Juiz nega pedido da defesa e mantém tornozeleira eletrônica e retenção do passaporte da advogada Agostina Páez

MARIA EDUARDA VIEIRA

26/03/2026 • 11:00 • Atualizado em 26/03/2026 • 11:00

"Não sabia que era um crime tão grave", diz argentina ré por injúria racial

"Não sabia que era um crime tão grave", diz argentina ré por injúria racial

Produção/BandNewsFM

A Justiça do Rio decidiu manter medidas cautelares para a argentina Agostina Páez, ré por injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema.

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O juiz Guilherme Schilling negou um pedido de relaxamento da defesa da advogada, que havia solicitado a retirada da tornozeleira eletrônica e a devolução do passaporte.

Em entrevista à BandNews FM, Agostina Páez afirmou que se desculpou com as vítimas e que não se considera uma pessoa racista, alegando que não sabia da gravidade do crime no Brasil.

“Não sabia que era um delito tão grave no Brasil, na Argentina não é, não se fala muito. Mas a partir disso [processo contra ela], muita gente na Argentina está falando, tomando conhecimento da gravidade do racismo”, disse Agostina, que relembrou seu desconhecimento apesar de ser advogada em seu país.

Relembre o caso

O caso ocorreu em fevereiro de 2026, quando Agostina estava no bar com duas amigas e se irritou com o valor da conta. A turista teria feito ofensas raciais contra um funcionário, utilizando palavras e gestos com o objetivo de discriminar pela cor e raça.

Mesmo alertada sobre a gravidade do ato, a denunciada continuou praticando novas agressões, incluindo gestos imitando um macaco contra outros trabalhadores do estabelecimento.

Testemunhas e imagens do circuito interno do bar reforçam os relatos das vítimas, segundo o MPRJ. A Justiça determinou que a turista permaneça no país, com o passaporte retido, e use tornozeleira eletrônica durante o processo. Ela foi denunciada por injúria racial.

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