Bandnews FM
BandNews FM Rio

Bandidos atacam condomínio na Zona Sudoeste após recusa de taxa

PM procura dois envolvidos; um terceiro bandido já foi preso e ataque teria ligação com cobrança ilegal de “taxa de segurança”

Vinícius Calixto
VINÍCIUS CALIXTO

23/06/2026 • 11:17 • Atualizado em 23/06/2026 • 11:40

Câmera de segurança mostra os criminosos armados invadindo o condomínio

Câmera de segurança mostra os criminosos armados invadindo o condomínio

Reprodução / Gabriel

A Polícia Militar tenta localizar dois bandidos apontados como autores de um ataque a um condomínio em Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio. Eles foram identificados como Kauã de Souza, conhecido como “Orelha”, e Sérgio Emanuel Ataíde de Araújo, o “Piauí”.

Compartilhar

Um terceiro bandido, apontado como responsável por ordenar a ação, foi preso pela Polícia Militar. Vitor da Silva Soares, conhecido como “Titi da Maré”, foi encontrado na favela da Taboinhas, na mesma região, durante patrulhamento de equipes do Batalhão do Recreio. Segundo as investigações, ele teria ordenado o ataque ao condomínio localizado na Estrada dos Bandeirantes, na noite do último domingo (21).

De acordo com a Polícia Militar, um áudio interceptado mostra o criminoso chamando os comparsas “Orelha” e “Piauí” para realizar o ataque.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os dois bandidos chegam de moto. Um deles aparece encapuzado. Em seguida, eles descem do veículo e atiram com fuzil em direção à guarita do condomínio, fugindo logo depois. Ninguém ficou ferido.

Segundo a corporação, a motivação do ataque teria sido a recusa do síndico do condomínio ao pagamento de uma taxa ilegal de segurança proposta por bandidos ligados ao Terceiro Comando Puro, que atuariam na favela Pombo Sem Asa, vizinha ao conjunto de prédios.

Moradores relataram que a cobrança seria de R$ 116 por mês por apartamento, o que representaria um valor total estimado de R$ 35 mil mensais, segundo as investigações.

Um morador do condomínio atacado, que teve a identidade preservada e a voz distorcida, afirmou que a cobrança já havia sido feita anteriormente.

Procurada, a Polícia Militar informou que intensificou o policiamento na região e atua junto ao Programa Segurança Presente de Vargem Grande para coibir ações criminosas. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que não foi acionada inicialmente para o caso, mas abriu investigação após tomar conhecimento das imagens.

Tópicos relacionados