
Imagem usada como denúncia em relatório dos brigadistas
Reprodução
Os dois brigadistas que morreram no incêndio que atingiu o Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, já haviam alertado sobre irregularidades na loja localizada no subsolo do centro comercial, onde o fogo teve início.
O relatório foi produzido por Anderson Aguiar do Prado e Emellyn Silva no dia 27 de dezembro, seis dias antes do incêndio. No documento, eles apontaram a presença de materiais combustíveis na área onde ficavam diques e bombas de sucção, além de fiações presas com fita isolante em madeira do tipo MDF. Os profissionais também informaram que o detector de fumaça estava desmontado.
O relatório ainda indica que as casas de máquinas inspecionadas estavam sendo utilizadas como estoque. Segundo o documento, os locais de armazenamento estavam lotados de mercadorias.
De acordo com o levantamento, as irregularidades aumentavam os riscos de incêndio, já que todos os detectores do piso superior estavam inoperantes e os materiais estocados estavam desorganizados e acima dos chuveiros automáticos.
Fontes do Shopping Tijuca ouvidas pela BandNews FM informaram que a loja Bell’art foi alertada no mesmo dia sobre as irregularidades apontadas no documento. No dia 29 de dezembro, os riscos também teriam sido informados ao proprietário do estabelecimento.
Ainda segundo informações da reportagem, o procedimento adotado pelo shopping nesses casos prevê inicialmente a aplicação de multa, seguida de penalidades mais severas e, posteriormente, o acionamento da Justiça, se necessário. O centro comercial não tem prerrogativa legal para interditar operações.
Em nota, o Shopping Tijuca informou que está colaborando com as autoridades, contribuindo com as investigações e fornecendo informações e documentação para a apuração das causas do incêndio. A reportagem tenta contato com a loja Bell’art.
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