
Rede de saúde do Rio registra aumento de atendimentos por causa do calor
Agência Brasil
Mais de 1.300 atendimentos foram registrados em unidades municipais de saúde do Rio de Janeiro nos dias 23, 24 e 25 de dezembro com sintomas possivelmente relacionados ao calor. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram contabilizados 1.347 atendimentos no período.
As ocorrências mais frequentes foram de tontura, fraqueza e desmaios. De acordo com a pasta, o aumento nos atendimentos é compatível com o acionamento do nível de Calor 3, o terceiro de cinco níveis do protocolo municipal para altas temperaturas.
Ainda segundo a Secretaria de Saúde, os casos de queimaduras solares tiveram um crescimento dez vezes maior em comparação com a média registrada em dias de nível de calor 1, quando não há previsão de temperaturas elevadas.
Na quinta-feira (25), a cidade do Rio registrou a maior temperatura do mês até agora. À tarde, a estação meteorológica de Guaratiba, na Zona Oeste, marcou 40,1 graus. Desde o último domingo, os termômetros vêm registrando máximas acima de 35 graus.
O nível de Calor 3 é acionado quando há permanência ou aumento de temperaturas elevadas, entre 36 e 40 graus, por pelo menos três dias consecutivos. Segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, o aumento de atendimentos já era esperado. Ele destacou que a maior preocupação é com hipertensos, diabéticos, pessoas com doenças crônicas, idosos e crianças.
Ao mesmo tempo, a Prefeitura do Rio informou que já aplicou mais de oito mil multas por irregularidades no funcionamento do ar-condicionado em ônibus municipais. O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (26), após sucessivas reclamações de passageiros sobre a falta de refrigeração nos coletivos.
Desde o fim do ano passado, mais de dois mil sensores foram instalados nos ônibus pela Secretaria Municipal de Transportes para monitorar o funcionamento do ar-condicionado. A pasta prevê penalidades para empresas que apresentarem falhas recorrentes na transmissão ou inconsistência dos dados, incluindo a suspensão do subsídio pago pela Prefeitura.
Para que o ar-condicionado seja considerado funcionando corretamente, a temperatura interna do veículo deve ser igual ou inferior a 24 graus ou apresentar uma diferença mínima de oito graus em relação à temperatura externa. Segundo a Prefeitura, desde o início da fiscalização com sensores, já foram cortados 33 milhões e 200 mil reais em subsídios.
Apesar das medidas, passageiros relatam que a situação nos ônibus ainda é precária, com veículos circulando sem refrigeração adequada.
De acordo com o sistema Alerta Rio, a previsão meteorológica indica que até segunda-feira (29) não há previsão de chuva na capital fluminense. A partir de terça-feira (30), o tempo deve mudar com a entrada de ventos úmidos e possibilidade de chuva fraca a moderada. A maior temperatura máxima prevista para os próximos dias é de 41 graus, no domingo.
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