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CBF cria grupo de elite com 72 árbitros profissionais a partir de março

Árbitros Pro terão salário mensal, bônus por desempenho e foco no Brasileirão

GABRIELA MARINO

27/01/2026 • 18:59 • Atualizado em 27/01/2026 • 18:59

Criação de um grupo de elite formado por 72 árbitros profissionais

Criação de um grupo de elite formado por 72 árbitros profissionais

Divulgação/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol anunciou, nesta terça-feira (27), a criação de um grupo de elite formado por 72 árbitros profissionais. A iniciativa passa a valer a partir de março e faz parte do programa de profissionalização da arbitragem brasileira.

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Os árbitros, chamados de “Árbitros Pro”, serão funcionários da CBF e vão receber remuneração fixa mensal, além de taxas variáveis por jogo e bônus por desempenho. Segundo a entidade, os profissionais deverão se dedicar prioritariamente à atividade, mas sem obrigação de exclusividade.

Do total de selecionados, 20 são árbitros principais, 40 assistentes e 12 atuam exclusivamente como árbitros de vídeo (VAR). Todos os brasileiros que fazem parte do quadro da FIFA integram o grupo. Também foram escolhidos os profissionais mais escalados na Série A do Campeonato Brasileiro nas temporadas de 2024 e 2025.

Neste primeiro momento, o modelo será aplicado à Série A do Brasileirão. Ao longo da temporada, no entanto, os árbitros também poderão atuar em outras competições, como as séries B e C e a Copa do Brasil.

Ao fim de cada ano, os profissionais passarão por avaliações e poderão ser rebaixados, com a entrada de novos árbitros que se destaquem. Segundo Netto Góes, presidente do grupo de trabalho da arbitragem, o sistema prevê movimentações com base no desempenho.

O programa foi desenvolvido com a participação de representantes de 38 clubes das séries A e B, além de consultores especializados. O projeto é inspirado em modelos adotados por ligas europeias. De acordo com o presidente da CBF, Samir Xaud, a entidade chegou a um formato adaptado à realidade do futebol brasileiro, com adesão dos clubes.

A iniciativa é baseada em quatro pilares: estrutura geral, excelência em saúde, capacitação técnica e tecnologia e inovação. Os árbitros terão uma rotina semanal de treinamentos, acompanhamento de profissionais da saúde, monitoramento tecnológico e quatro avaliações oficiais por ano, com testes físicos e simulações de jogo.

Além disso, haverá um programa contínuo de capacitação, com imersões mensais, aulas teóricas, testes e atividades práticas em campo.

Segundo a CBF, o investimento previsto para o desenvolvimento e a profissionalização da arbitragem no biênio 2026/2027 é de aproximadamente R$ 195 milhões, valor cerca de R$ 60 milhões superior ao aplicado no biênio anterior, de 2024/2025.

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