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Chefe do tráfico na Maré, TH é morto em operação da PM; confronto fecha vias expressas no Rio

Ação deixou dois baleados na Avenida Brasil e causou pânico com bloqueios e tiros nas principais rotas da Zona Norte

Vinícius Calixto
VINÍCIUS CALIXTO

13/05/2025 • 08:38 • Atualizado em 13/05/2025 • 08:38

Caveirão presente na Maré nesta manhâ durante operação da PM

Caveirão presente na Maré nesta manhâ durante operação da PM

Reprodução

A Polícia Militar vai ocupar o conjunto de favelas da Maré por tempo indeterminado após a morte do bandido apontado como chefe do tráfico do complexo da Zona Norte. A informação foi confirmada pelo Secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, em entrevista à BandNews FM.

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O bandido Thiago da Silva Folly, o ''TH'', foi baleado e não resistiu aos ferimentos durante o confronto com os policiais do Batalhão de Operações Especiais durante operação nas comunidades na manhã desta terça-feira (13).

O chefe do tráfico do Complexo da Maré estava sendo monitorado por um drone. Em entrevista exclusiva à BandNews FM, o governador Cláudio Castro confirmou que Thiago da Silva Folly foi localizado pelo aparelho ainda durante a madrugada, com dois seguranças. Os dois criminosos também morreram na ação.

Segundo a PM, o criminoso foi encontrado junto aos comparsas em um bunker na favela do Timbau, uma das 11 comunidades controladas pelo Terceiro Comando Puro e chefiadas por TH. O bandido vinha sendo monitorado há 11 meses, após participar da morte de dois agentes do BOPE, em junho do ano passado.

Os policiais Jorge Henrique Galdino Cruz e Rafael Wolfgramm Dias morreram durante operação no Complexo da Maré baleados por bandidos integrantes da quadrilha chefiada por Thiago Folly.

Além dos homicídios contra os agentes, o criminoso já havia sido denunciado pela Justiça Militar por ter envolvimento na morte de um cabo do Exército Michel Augusto Mikami, em 2014. O militar foi morto com tiro na cabeça enquanto fazia parte da Força de Pacificação na Maré.

Dois anos depois, ''TH'' foi novamente indiciado por ter ordenado que a seus traficantes atirar contra uma viatura da Força Nacional que entrou por engano na comunidade da Vila do João. Na ocasião, o agente Hélio Messias de Andrade foi atingido na cabeça e não resistiu. Um outro policial também foi baleado.

Segundo a Polícia, o bandido deu ordens para atirar em qualquer veículo que entrasse na favela sem se identificar. No mesmo ano, um engenheiro de 53 anos foi morto baleado após entrar por engano na Maré. Uma outra mulher, de 49 anos foi baleada na coxa direita pelo mesmo motivo.

Thiago Folly da Silva possuía mais de 14 mandados de prisão em aberto e diversas anotações criminais.

Momentos antes da operação desta terça-feira (13), duas pessoas foram baleadas na Avenida Brasil, uma das principais vias expressas do Rio, a Polícia não informou se as vítimas eram suspeitos ou inocentes.

Os feridos foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros. Diogo Santos, de 27 anos, e Valfrido Rodrigues, de 47, foram atingidos por volta de 1h10 nos acessos à comunidade Nova Holanda, que faz parte do conjunto de favelas.

Eles foram levados com ferimentos moderados para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, na mesma região. Outros dois baleados foram levados para o Hospital Municipal Evandro Freira, na Ilha do Governador, mas não há informações se eles são suspeitos ou não.

No início da manhã de terça-feira (13), motoristas ficam em meio ao fogo cruzado na Linha Vermelha e da Linha Amarela, vias expressas que também cortam o Complexo da Maré.

Um blindado da PM chegou a fechar a Linha Amarela e agentes fizeram disparos em direção ao conjunto de favelas. Na Linha Vermelha também houve interdições intermitentes. Em alguns pontos, motoristas deixaram os carros e se abaixaram para se proteger dos disparos.

Por causa da operação, 45 escolas públicas do complexo não tiveram aulas. O sindicato Rio Ônibus, que representa as empresas, informou todos os veículos que passam pela Linha Amarela e Avenida Brasil sofreram desvios de itinerário.

A UFRJ suspendeu as provas e vai abonar as faltas. A Fiocruz, que fica nas proximidades da Maré, também orienta que profissionais e alunos adotem o trabalho remoto.

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