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Dataprev escolhe prédio no Rio com aluguel mais alto, de R$ 220 milhões

Contrato no Edifício Ventura será de 10 anos; estatal analisou seis imóveis no Centro do Rio

João Boueri
JOÃO BOUERI

22/06/2026 • 11:32 • Atualizado em 22/06/2026 • 11:32

Edifício Ventura

Edifício Ventura

Reprodução

O prédio escolhido pela Dataprev para ser uma das sedes da filial no Rio de Janeiro é o que possui o aluguel mais alto entre os imóveis avaliados pela empresa pública. O contrato de locação no Edifício Ventura, no Centro do Rio, para os próximos 10 anos, vai custar R$ 220 milhões e 350 mil.

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Segundo informações obtidas pela reportagem da BandNews FM, durante a análise de opções no mercado, a estatal selecionou seis edifícios, a maioria localizada na região central do Rio.

Na primeira cotação do custo mensal, o Rio Office Tower foi orçado em R$ 851 mil. O Vista Carioca custaria R$ 1 milhão e 159 mil. O Eco Sapucaí, na Cidade Nova, teria custo de cerca de R$ 1 milhão e 200 mil.

Também foram avaliados o Torre Almirante, com valor aproximado de R$ 1 milhão e 400 mil, e o Visconde de Inhaúma, com cerca de R$ 1 milhão e 500 mil. O mais caro entre os selecionados foi o Edifício Ventura, com valor de R$ 2 milhões e 121 mil.

Após negociação para locação de um andar a menos, o contrato foi fechado em R$ 1 milhão e 300 mil por mês. Com a inclusão de condomínio, IPTU e obras de adequação dos quatro andares alugados, o valor mensal deve chegar a R$ 1 milhão e 800 mil.

A reportagem também teve acesso a um relatório produzido por um corretor para auxiliar a Dataprev. O documento aponta o Rio Office Tower como melhor custo-benefício, mas recomenda o Edifício Ventura, afirmando que o impacto de custos seria moderado diante dos benefícios de atração e retenção de talentos.

Além disso, a empresa não teria realizado pesquisa de mercado sobre o custo do condomínio.

Outro laudo encomendado pela estatal indicou que o aluguel negociado no Edifício Ventura estaria abaixo da média de mercado, com base em dados de 12 ofertas de salas e andares comerciais na região — todas no próprio edifício.

Documentos também mostram que a viabilidade da mudança depende da venda do prédio próprio da estatal em Botafogo, na Zona Sul do Rio. A avaliação da Caixa Econômica Federal em 2019 estimava o imóvel em R$ 115 milhões e 500 mil, enquanto o valor mínimo aprovado pelo conselho foi de R$ 112 milhões.

Segundo o órgão federal, ainda não há processo de venda em andamento, já que a medida depende da conclusão das obras de readequação no novo prédio no Centro e em outro imóvel da estatal no Cosme Velho.

Procurada, a Dataprev ainda não se manifestou.

A Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também aparece nos documentos citados, em referência a estudos e consultas sobre o uso de imóveis ligados à estatal em anos anteriores.

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