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Depósito de farinha do TCP é descoberto em Caxias

Mais de 50 sacos foram apreendidos em ação conjunta na Baixada

MARIA EDUARDA VIEIRA

31/03/2026 • 12:11 • Atualizado em 31/03/2026 • 12:11

Depósito de farinha ligado ao TCP em Duque de Caxias

Depósito de farinha ligado ao TCP em Duque de Caxias

Reprodução

Um depósito de farinha ligado à facção Terceiro Comando Puro foi localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação foi realizada pela Polícia Civil em conjunto com a Frente Parlamentar de Retomada de Território da Assembleia Legislativa do Rio nesta terça-feira (31).

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O espaço funcionava no Complexo do Pantanal e, segundo as investigações, era chefiado pelo traficante Leandro Santos Sabino, conhecido como Flamengo. De acordo com as informações, o criminoso obrigava comerciantes da região a comprar o produto por um valor acima do mercado, fornecido pelo tráfico.

A chamada “taxa da farinha” já é alvo de investigações em outras regiões do estado e foi revelada em primeira mão pela BandNews FM no ano passado.

A suspeita é de que existam outros depósitos na Baixada Fluminense, em locais como Belford Roxo, segundo o deputado estadual e presidente da frente parlamentar, Marcelo Dino.

Mais de 50 sacos de 25 quilos de farinha foram apreendidos durante a operação. No local, os agentes também encontraram uma possível rota de fuga nos fundos do imóvel.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o traficante também teria ordenado o corte de água de cerca de 2 mil moradores em condomínios de áreas controladas pela facção. Após o corte clandestino, os criminosos passaram a cobrar cerca de R$ 200 por apartamento para restabelecer o abastecimento.

Além disso, os investigadores apontam que o cano principal de distribuição de água foi danificado, o que dificultou o acesso dos moradores à água potável.

Esse tipo de prática, conhecido como “taxa da farinha”, também já foi identificado em outras partes do estado. O esquema veio a público pela primeira vez em reportagem da BandNews FM, no ano passado.

A cobrança foi registrada inicialmente na Vila Sapê, em Curicica, área que, na época, era controlada por milicianos.

Na Zona Oeste, outro caso levou à abertura de investigação após a morte de um dono de padaria que teria se recusado a pagar à milícia, em Paciência.

Já na Zona Norte, o modelo de cobrança se ampliou para outros produtos, incluindo matérias-primas ligadas aos setores de alimentação e construção.

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