
Táxis no Rio de Janeiro
Daniel Martins/Diário do Rio
A Polícia Civil procura a mulher que foi indiciada por estelionato, por aplicar golpes em taxistas. De acordo com a corporação, Ana Cristina Murito de Baere, de 51 anos, é proprietária da empresa Crisval Táxi, que oferecia serviços de venda de carros e de licença para rodar.
No entanto, de acordo com os investigadores, ela desaparecia com o dinheiro dos clientes. Mais de 30 taxistas teriam sido vítimas do esquema.
Neucy Amaral trabalha como taxista desde 2017 e foi vítima da falsa despachante. Ele contratou um serviço de vistoria anual documental do carro dele, em 2023. Este ano, ele chegou a pagar o valor de 150 reais para renovar o documento, mas Ana Cristina sumiu.
Rodolfo Douglas, que trabalha como taxista há 10 anos, sempre teve o sonho de ter um táxi próprio. Ele afirma que chegou a pagar R$ 13.500 em um empréstimo para pagar a falsa despachante, e ficou no prejuízo.
O escritório de Ana Cristina funcionava em uma sala alugada, na Cidade Nova, na região central do Rio de Janeiro.
O Presidente do Tribunal de Ética do Conselho Profissional dos Despachantes Documentalistas, Giancarlo Gonçalves, conta que Ana Cristina é uma falsa despachante, já que não tem registro profissional.
O caso é investigado pela Delegacia da Cidade Nova, que identificou, pelo menos, cinco boletins de ocorrência. Em nota, a corporação afirma que os casos foram enviados à Justiça.
Ana Cristina está desaparecida até para a família, que prestou queixa na Delegacia de Descoberta de Paradeiros. De acordo com a Polícia Civil, ela foi vista pela última vez no dia 25 de março, em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio. Os agentes realizam ações para localizá-la.
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