
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Sessão plenária “Meio Ambiente, COP30 e Saúde Global”
Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que os países em desenvolvimento serão os mais impactados por "perdas e danos" com a falta de recursos para a transição climática "justa e planejada". A declaração se deu na abertura da terceira e última sessão plenária sobre "Meio Ambiente, COP30 e Saúde Global", na manhã desta segunda-feira (7).
A reunião começou com atraso, assim como a chegada do presidente Lula e dos chefes de Estado dos outros dez países-membros. Marcada para às 9h, a sessão foi iniciada quase uma hora depois.
Durante a liderança brasileira na Cúpula de Líderes do BRICS, Lula disse que a transição climática para zerar o desmatamento é inadiável. Ele afirmou que os países do Sul Global podem liderar o "novo paradigma de desenvolvimento, sem repetir os erros do passado."
Será preciso triplicar energias renováveis e duplicar a eficiência energética. Faz parte desse desafio viabilizar os meios de implementação necessários, hoje estimados em 1.3 trilhão de dólares, partindo dos 300 bilhões já acordados na COP29 no Azerbaijão. O Sul Global tem condições de liderar novo paradigma de desenvolvimento, sem repetir os erros do passado.
Atualmente, menos de 60 empresas produzem cerca de 80% das emissões de carbono. A maioria atua nos setores de petróleo, gás e cimento.
Para o presidente Lula, o aquecimento global piorou nos últimos anos.
Hoje, o negacionismo e o unilateralismo estão corroendo avanços do passado e sabotando nosso futuro. O aquecimento global ocorre em ritmo mais acelerado do que o previsto. As florestas tropicais estão sendo empurradas para seu ponto de não retorno. Uma década após o Acordo de Paris, faltam recursos para a transição justa e planejada, essencial para a construção de um novo ciclo de prosperidade. Os países em desenvolvimento serão os mais impactados por perdas e danos.
Na tarde desta segunda-feira (7), será lançada a Declaração-Quadro sobre Finanças Climáticas do BRICS. Para o presidente, o documento apresenta fontes necessárias e modelos alternativos para o financiamento climático.
A liderança brasileira também lançou a Parceria para a Eliminação das Doenças Socialmente Determinadas entre os onze países-membros.
Ao final do discurso na abertura da última sessão plenária da Cúpula de Líderes do BRICS de 2025, Lula enfatizou o protagonismo da Organização Mundial da Saúde para o enfrentamento às pandemias e na defesa da saúde da população.
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