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Especialistas alertam aumento de queimaduras em festas juninas

Secretarias de Saúde apontam alta de atendimentos no Rio e reforçam riscos durante festas e Copa do Mundo

Vinícius Calixto
VINÍCIUS CALIXTO

22/06/2026 • 11:43 • Atualizado em 22/06/2026 • 11:43

Festa Junina

Festa Junina

Agência Brasil

Especialistas alertam para o aumento de casos de queimaduras durante o período de festas juninas e também com a realização da Copa do Mundo. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Rio, os atendimentos por esse tipo de ferimento podem crescer até 40% no mês de junho e podem aumentar ainda mais neste ano por causa do Mundial.

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De acordo com a pasta, as principais causas são o uso de fogos de artifício, fogueiras, acidentes com líquidos quentes e a colocação de bandeirinhas próximas à rede elétrica.

Entre as unidades de referência no estado está o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. Segundo a direção da unidade, no ano passado foram registrados 87 atendimentos por queimaduras, contra 65 em 2024, o que representa aumento de 33%. Em 2024, a rede estadual registrou 169 atendimentos desse tipo. Já as unidades do município do Rio atenderam 356 pacientes com queimaduras graves no mesmo ano.

A Secretaria de Estado de Saúde também destaca que, durante jogos da Copa do Mundo, aumentam acidentes envolvendo fogos de artifício, bandeirinhas na rede elétrica, líquidos inflamáveis e churrasqueiras. Em 2022, o Hospital Estadual Alberto Torres registrou 32 ocorrências com queimaduras graves e casos de amputações.

No município do Rio, o Hospital Municipal Pedro II, maior centro de tratamento de queimados da capital, informa que cerca de 65% dos pacientes são crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos.

Em 2026, foram registrados 2,4 mil atendimentos relacionados a queimaduras nas redes municipais de saúde do Rio.

No Hospital do Andaraí, o chefe de cirurgia do Centro de Tratamento de Queimados, doutor Orido Pinheiro, comenta os tipos mais comuns de queimaduras nesse período.

Um motorista de aplicativo também relatou ter sofrido queimadura de segundo grau ao acender uma fogueira durante uma festa junina.

Segundo as secretarias estadual e municipal de Saúde, em casos leves, a orientação é resfriar a área atingida com água corrente fria por cerca de dez minutos e não usar produtos caseiros, como manteiga ou café.

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