
Mais de 20 mil militares de Aeronáutica, Exército e Marinha vão atuar durante a Cúpula do Brics
Marinha do Brasil
O esquema das Forças Armadas para a Cúpula do Brics contará com dispositivos anti-drones e caças com mísseis. Os detalhes do planejamento foram divulgados em coletiva de imprensa com representantes das três forças nessa quarta-feira.O uso de mísseis em aeronaves não era usado em grandes eventos desde as Olimpíadas de 2016. O uso mais frequente do dispositivo em conflitos, como a guerra entre Israel e Irã, acendeu o alerta das autoridades, como explicou o General de Brigada Lúcio Alves de Souza, chefe do Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar do Leste.Os representantes reforçaram que o decreto de Garantia da Lei e da Ordem delimita a área de atuação dos militares ao perímetro do Museu de Arte Moderna, da Marina da Glória e dos hotéis das delegações, além dos aeroportos e das vias de deslocamento das comitivas.Questionado sobre como seria a atuação dos militares em ocorrências de segurança pública - que estariam sob alçada do Governo do Rio -, o General Souza disse que, a depender da situação, o planejamento pode ser alterado, em coordenação com as forças de segurança estaduais.Mais de 20 mil militares de Aeronáutica, Exército e Marinha vão atuar durante a Cúpula do Brics. Os agentes têm à disposição 361 viaturas; oito helicópteros; nove embarcações; e mais de 140 motocicletas. Os agentes também vão realizar varreduras antibombas antes da Cúpula do Brics, assim como aconteceu na Cúpula do G20, em novembro de 2024.
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