
Fábio Ferreira da Silva
Reprodução
Familiares e testemunhas contestam a versão apresentada por um sargento da Polícia Militar que alegou legítima defesa ao atirar duas vezes contra um homem de 45 anos durante uma briga envolvendo crianças, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, na noite da última sexta-feira (19).
O corpo de Fábio Ferreira da Silva foi enterrado nesta segunda-feira (22). A Corregedoria da Polícia Militar abriu um inquérito para apurar a conduta do sargento Wellington Sacramento dos Santos.
Em depoimento, o policial afirmou que o neto dele estava no meio de uma discussão com um adolescente de 13 anos e que ele teria ido ao local para apartar a situação. O PM disse ainda que foi agredido pela vítima e por um amigo dela, que teriam sido chamados pelo adolescente.
O sargento declarou que sacou a arma para se defender e efetuou dois disparos contra Fábio, além de ter dado uma coronhada no outro homem.
No entanto, testemunhas contestam a versão. Segundo relatos, Fábio Ferreira era deficiente visual e não teria condições de enxergar o que acontecia no momento da confusão.
Uma testemunha que estava na Praça Rosária Trotta, onde ocorreu o episódio, afirmou ainda que Fábio e o amigo não representavam risco ao policial e que um dos disparos quase atingiu uma criança. A pessoa preferiu não se identificar.
Após o caso, o sargento e a esposa foram à delegacia, prestaram depoimento e foram liberados.
A Polícia Civil informou que não houve prisão em flagrante por não estarem presentes os requisitos legais. Segundo a instituição, o investigado compareceu espontaneamente à delegacia e alegou ter sido agredido antes dos disparos. O caso segue em investigação, com coleta de depoimentos e análise de imagens.
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