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Governo cobra explicações sobre baixa redução no preço do GNV para o consumidor

Mesmo com queda de 14% da Petrobras, repasse na bomba não chega a 2%, alerta a Senacon

MARIENE LINO

05/08/2025 • 14:56 • Atualizado em 05/08/2025 • 14:56

Secretário nacional do Consumidor, Wadih Damous

Secretário nacional do Consumidor, Wadih Damous

Joédson Alves/Agência Brasil

A Secretaria Nacional do Consumidor, ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, espera, até sexta-feira, explicações de 11 empresas sobre a redução no valor do gás canalizado e do GNV. O órgão apura a eventual prática de preços abusivos, após a Petrobras anunciar diminuição de 14% no preço dos produtos para as distribuidoras.

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A medida vale desde sexta-feira (1º), mas a Senacon foi informada de que o porcentual aplicado aos consumidores não chegará a 2% na ponta.

Por isso, as companhias foram acionadas formalmente para explicar os motivos, como explicou o secretário nacional do Consumidor, Wadih Damous, em entrevista à BandNews FM.

Para o consumidor, não será aplicado esse percentual de 14%. No máximo, 1,39%, 1,45%. Então, nós resolvemos notificar distribuidoras para que elas expliquem o porquê de os consumidores terem um repasse tão reduzido. Queremos saber se as empresas vão ter vantagem, se vão aumentar a margem de lucro, se vão ter redução de custos...

Segundo o balanço mais recente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 20 de julho, o GNV era revendido a R$ 4,62. Muitos motoristas ainda não sentiram a redução nas bombas desde a redução anunciada pela Petrobras, como é o caso de Almir França, que trabalha com transporte particular de passageiros.

"Eu escutei por alto que a Petrobras ia dar esse desconto para os distribuidores, só que, até agora, o preço para mim não chegou na bomba. Continua a mesma coisa: eu tô pagando R$ 4,69 no posto que eu abasteço todo dia. Já abasteço por esse valor há uns dois, três meses"

A depender das respostas das empresas, processos administrativos podem ser instaurados. Se irregularidades forem constatadas, as companhias podem ser multadas em até R$ 13 milhões.

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