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Helicóptero da BandNews FM registra nova mancha escura na água do mar da Barra da Tijuca

Concessionária nega relação com esgoto; MP cobra mais investimentos no sistema lagunar

João Boueri
JOÃO BOUERI

27/06/2025 • 13:50 • Atualizado em 27/06/2025 • 13:50

A mancha foi flagrada pelo helicóptero da BandNews FM, que sobrevoou a região nesta sexta-feira (27)

A mancha foi flagrada pelo helicóptero da BandNews FM, que sobrevoou a região nesta sexta-feira (27)

Filipe Macon/BTN/BandNews FM

A concessionária Iguá afirma que a mancha avistada na Praia do Pepê, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, na manhã desta sexta-feira (27), se trata de um " fenômeno natural e recorrente, relacionado à combinação de fatores meteorológicos, como a ocorrência de ressaca e a variação de marés".

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A justificativa é a mesma apresentada durante audiência pública pela Câmara Municipal do Rio no dia 11 de junho sobre a extensa mancha escura que foi registrada na Praia da Barra da Tijuca no mês passado.

Segundo a Iguá, a mancha desta sexta-feira não tem relação com a operação da rede coletora de esgoto da concessionária, nem com a atividade de dragagem realizada no Complexo Lagunar da Barra e de Jacarepaguá.

O Inea também disse que o fenômeno é recorrente e que ocorre em momentos de vazante de maré, quando os sedimentos e matéria orgânica do Complexo Lagunar são lançados no oceano, próximo ao Quebra-Mar.

A mancha foi flagrada pelo helicóptero da BandNews FM, que sobrevoou a região nesta sexta-feira (27).

Durante a audiência pública realizada no dia 11, o Ministério Público e a Câmara Comunitária da Barra da Tijuca apontaram que o investimento de R$ 250 milhões da concessionária no Complexo Lagunar ainda é pouco e que uma possível solução é utilizar os recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano.

Em nota, a concessionária acrescentou ainda que executa obras de dragagem no Complexo Lagunar, com objetivo de contribuir com a revitalização das lagoas, que sofrem há décadas com a poluição e assoreamento.

A Iguá destacou ainda que já foi identificada a melhora da troca hídrica no sistema lagunar, o que contribui para aumentar a oxigenação e qualidade da água.

Procurado, o Inea disse também que monitora a área semanalmente e orienta aos banhistas que evitem o banho em trechos próximos à saída das galerias de águas pluviais e saídas de rios e canais, nas primeiras horas após ocorrência de chuvas.