
Rio Metrópole
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Um levantamento obtido pela reportagem da BandNews FM mostra que cerca de 60% dos cargos comissionados no Instituto Rio Metrópole (IRM) estão concentrados em duas estruturas: a Presidência e a Chefia de Gabinete. A autarquia é vinculada à Secretaria de Estado da Casa Civil.
Segundo os dados, o IRM possui 111 cargos em comissão. Desse total, 67 estão lotados nas estruturas de comando. Os outros 44 servidores estão distribuídos entre diretorias como Gestão Interna, Planejamento e Projetos, Desenvolvimento Metropolitano Integrado, Saneamento e Mobilidade Integrada.
Entre os nomeados na Presidência e na Chefia de Gabinete, o levantamento aponta perfis diversos, incluindo cabos eleitorais, ex-assessores parlamentares da Baixada Fluminense, técnico esportivo, pai de artista e uma advogada.
Um dos citados é o produtor de eventos Franklin Silva de Gois, que ocupa cargo na Presidência. Ele já havia recebido título de cidadão de Nova Iguaçu em 2017 das mãos do atual presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, que à época era vereador. Franklin foi nomeado para a autarquia em março de 2023, três meses após a posse de Perini no comando do instituto. O filho dele também foi nomeado na Chefia de Gabinete dois anos depois.
Outro nome citado é o técnico do sub-15 do Madureira, Haroldo Teixeira da Rocha, que também ocupa cargo comissionado na Presidência. Ele já foi candidato a vereador em São João de Meriti e participou de campanhas eleitorais na Baixada Fluminense.
O levantamento também cita ex-assessores e pessoas com atuação política em diferentes municípios da Região Metropolitana, além de nomes ligados ao meio jurídico e a atividades privadas.
O pai do cantor Mumuzinho, Lenildo Amaro Batista, também aparece entre os nomeados na Presidência do Instituto Rio Metrópole.
O IRM é o órgão executivo da Região Metropolitana do Rio e atua na implementação de decisões do Conselho Deliberativo. O instituto é presidido por Davi Perini Vermelho desde dezembro de 2022, com mandato previsto até dezembro de 2026.
Em nota, o Governo do Estado informou que vai adotar providências para análise do caso, com responsabilidade e observância dos procedimentos legais. O governo também destacou que eventuais medidas serão tomadas após apuração.
O Instituto Rio Metrópole afirmou que as nomeações seguiram a legislação vigente e critérios administrativos aplicáveis, e que a ocupação anterior de funções públicas ou vínculos profissionais não impedem nomeações para cargos de livre provimento, desde que atendidos os requisitos legais.
A reportagem tentou contato com os demais citados e com o Ministério Público do Rio de Janeiro, que não se manifestou até o momento.
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