Justiça Federal revoga prisão do principal alvo da Operação Crédito Podre, da PF

O desembargador federal que analisou o habeas corpus disse que não houve prática de ato com violência

João Boueri
JOÃO BOUERI

18/12/2022 • 17:08 • Atualizado em 18/12/2022 • 17:08

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes pontos do Rio

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes pontos do Rio

Reprodução

Dois dias após a Polícia Federal deflagrar uma operação contra um suposto esquema de golpe em empresas com dívidas com a Receita Federal, a Justiça Federal do Rio concedeu habeas corpus ao empresário Wanderson Moraes Coutinho, um dos principais alvos. A Operação Crédito Podre foi realizada na quinta-feira (15).

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Com isso, todas as quatro prisões já foram revogadas. Gustavo Moraes Coutinho, irmão de Wanderson; Pamela das Chagas Coutinho, filha do empresário; e a advogada Daniele Fernandes Matheus foram soltos em audiência de custódia.

Na decisão, o desembargador federal Antônio Ivan Athie alegou que não houve prática de ato com violência e que o acusado não possui antecedentes. O magistrado disse ainda que os fatos já estão devidamente apurados e que os demais envolvidos já tiveram os mandados de prisão revogados.

Segundo as investigações da PF, Wanderson Moraes Coutinho oferecia compensação dos débitos fiscais com antecipação de créditos para empresas, por intermédio de pessoas jurídicas controladas por ele. A organização criminosa prometia a quitação da dívida com a Receita Federal e cobrava até 60% do montante, mas desviava o dinheiro. O prejuízo do golpe para a União chegou a R$ 2 milhões.

Caso os acusados sejam condenados, as penas podem chegar a 23 anos de prisão. Eles são investigados pelos crimes de estelionato qualificado, falsificação de documento, lavagem de dinheiro e associação criminosa.