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Justiça realiza primeira audiência do caso dos transplantados com HIV nesta segunda-feira

O caso revelado pela BandNews FM mostrou que dois testes emitidos pelo laboratório PCS LAB Saleme, contratado pelo Governo do Rio, deram falso-negativo

João Boueri
JOÃO BOUERI

24/02/2025 • 08:06 • Atualizado em 24/02/2025 • 08:06

Ao todo, seis pessoas são rés no processo criminal

Ao todo, seis pessoas são rés no processo criminal

Reprodução/Band

A Justiça do Rio marca para o dia 14 de abril uma nova audiência de instrução e julgamento do caso dos transplantes de órgãos infectados com HIV no Rio de Janeiro.

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Nesta segunda-feira (24), foram ouvidas três vítimas e cinco testemunhas de acusação, durante a primeira audiência do caso.

O escândalo foi revelado com exclusividade pela BandNews FM no dia 11 de outubro do ano passado.

Durante o processo, ao todo serão ouvidas na 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu seis vítimas, 11 testemunhas de acusação, 17 testemunhas de defesa e os seis réus.

As três vítimas deram depoimento por videoconferência. Na próxima audiência, as oitivas das testemunhas de defesa e dos réus serão realizadas após todas as vítimas e as testemunhas de acusação.

Os réus são quatro funcionários e dois sócios do laboratório PCS Lab Saleme, Matheus e Walter Vieira. Todos estão soltos e cumprem medidas cautelares.

O advogado de defesa de uma das funcionárias, Leonardo Mazzutti, conversou brevemente com a imprensa e disse que vai mostrar que Adriana dos Anjos não cometeu nenhuma atividade ilegal.

Em outubro do ano passado, a BandNews FM revelou com exclusividade que dois testes emitidos pelo laboratório PCS Lab Saleme, contratado pelo Governo do Rio, deram falso-negativo para o HIV. Como consequência, seis pessoas transplantadas receberam órgãos contaminados e passaram a conviver com o vírus.

No mesmo dia, as polícias Civil e Federal abriram investigação. O Ministério Público também passou a acompanhar os desdobramentos.

A denúncia do Ministério Público acusa os envolvidos de associação criminosa, lesão corporal grave e falsidade ideológica.

Para o MP, os acusados sabiam dos riscos e demonstraram indiferença com a vida dos pacientes, ao modificar os protocolos de checagem dos reagentes na máquina analítica que realizava os exames.