
Operação Segurança Presente
Divulgação
Um levantamento do gabinete do vereador Flávio Valle (PSD) aponta que o programa Segurança Presente não foi mais capaz de reduzir a tendência de alta da criminalidade no estado do Rio nos últimos anos.
A conclusão faz parte do estudo divulgado na manhã desta quarta-feira (3). Os dados foram compilados através do Instituto de Segurança Pública, que reúne ocorrências de roubos e furtos desde janeiro de 2023.
O Segurança Presente teve início em janeiro de 2014. Ao todo, são mais de 50 bases do programa.
Em Copacabana e Leme, na Zona Sul do Rio, o vereador Flávio Valle identificou que os casos de roubos e furtos cometidos somente no mês de janeiro dobraram em quatro anos, entre 2017 e 2020, passando de 937 para 1.836 nos dois bairros. A iniciativa começou em Copacabana em 2017.
O levantamento também aponta para uma tendência de aceleração para crimes de furtos e roubos, desde a pandemia de Covid-19. Em janeiro de 2025, foram registrados 1.239 roubos e furtos na região de Copacabana e do Leme.
Já Ipanema e Leblon, que contam com duas bases do programa Segurança Presente desde janeiro de 2019, só vivenciaram um momento de queda na criminalidade durante as restrições impostas durante a pandemia.
Em fevereiro do ano passado, por exemplo, foram registrados 805 furtos nos dois bairros. O número corresponde a 28 episódios por dia.
Segundo o vereador Flávio Valle, não há redução que justifique a continuidade do Segurança Presente.
Já no Catete, Cosme Velho, Flamengo, Glória e Laranjeiras, o levantamento indica tendência de alta em roubos e furtos, atingindo os maiores valores da última década. Em fevereiro de 2025, foi registrada uma média de mais de 31 furtos por dia, totalizando 876 furtos. Dois anos antes, eram 734 furtos cometidos.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


