
Luiz Inácio Lula da Silva
REUTERS/Manon Cruz
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta a defender a necessidade de mudança estrutural na governança global, incluindo o estatuto da Organização das Nações Unidas.Em declaração à imprensa nesta segunda-feira (7), encerrando a Cúpula de Líderes do BRICS no Rio de Janeiro, Lula reforçou a importância do multilateralismo e falou sobre a necessidade de adequação das instituições à nova realidade do mundo.Assim como em discursos anteriores, Lula reforçou críticas ao papel desempenhado pela ONU atualmente, citando as guerras entre Rússia e Ucrânia e entre Israel e Palestina.Ao tratar da situação no Oriente Médio, o presidente do Brasil questionou a ausência de atuação de uma instituição multilateral para mediar o conflito que, nas palavras de Lula, tem matado mulheres e crianças inocentes.
Vamos ser francos. O que está acontecendo em Gaza já passou da capacidade de compreensão de qualquer mortal no planeta Terra. Dizer que aquilo é uma guerra contra o Hamas? E só se mata inocente, mulheres e crianças? E cadê a instituição multilateral para colocar um fim nisso? Não existe. A ONU deveria estar coordenando.
Ao longo de dois dias de cúpula, os representantes dos países em desenvolvimento que compõem o Brics discutiram temas como a reforma da Governança Global, o uso da inteligência artificial, meio ambiente e saúde.Na análise de Lula, a atuação do grupo na tentativa de promover mudanças nas instituições globais tem gerado incômodo. Ele também afirmou que o Brics pode ser a "válvula de escape que o mundo precisa".
Bem, então, eu acho que o BRICS é um modelo novo, não é uma coisa fechada, não é um clube de privilegiados, é um conjunto de países querendo criar um outro jeito de organizar o mundo, do ponto de vista econômico, do ponto de vista do desenvolvimento, do ponto de vista da relação humana... E eu acho que por conta disso o BRICS está incomodando.
A Cúpula de Líderes termina com a emissão de uma declaração final e de outros três documentos: a Declaração-Marco dos Líderes sobre Finanças Climáticas; a Declaração dos Líderes sobre Governança Global da Inteligência Artificial e a Parceria do BRICS para a Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas.Em novembro, o Brasil recebe mais um evento internacional: a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que acontece em Belém, no Pará.
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