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Monique Medeiros deixa prisão após decisão judicial no caso Henry

Ré saiu de presídio no Rio após adiamento do júri e decisão da Justiça

Guilherme Faria
GUILHERME FARIA

24/03/2026 • 12:54 • Atualizado em 24/03/2026 • 12:54

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, durante julgamento do caso

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, durante julgamento do caso

Reginaldo Pimenta/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Ré por envolvimento na morte do filho Henry Borel, de quatro anos, a professora Monique Medeiros deixou o presídio em que estava detida acompanhada de um gato que adotou na prisão, na noite desta segunda-feira (23).Segundo a defesa dela, durante o período em que esteve detida, Monique se apegou ao animal e começou a cuidar dele. Ao sair do presídio, ela levou o gato para casa.Monique Medeiros saiu da Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, horas após a Justiça decidir pela soltura dela.O pedido foi feito pela defesa após o adiamento do júri popular do caso para maio deste ano. Os advogados alegaram excesso de prazo da custódia cautelar, o que foi acolhido pela juíza Elizabeth Louro.

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A nova data para o julgamento do caso está marcada para 25 de maio.

Relembre o caso

Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto na Barra da Tijuca. Embora a versão inicial apresentada pelo casal sugerisse um acidente doméstico, como uma queda da cama, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartou essa hipótese.

O documento revelou que a criança sofreu hemorragia interna e laceração hepática causadas por ação contundente, apresentando um total de 23 lesões pelo corpo.

As investigações da Polícia Civil apontaram que o menino era submetido a uma rotina de agressões por parte de Dr. Jairinho. Mensagens recuperadas de celulares indicaram que Monique tinha conhecimento de que o filho era agredido pelo padrasto antes da noite do crime.

O caso gerou grande comoção nacional e resultou na cassação do mandato de Jairinho e na criação da Lei Henry Borel, que endureceu as punições para crimes de violência doméstica contra crianças e adolescentes.

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