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Morte após transplante com HIV expõe queixas de famílias no RJ

Parentes relatam problemas na assistência a pacientes infectados

João Boueri
JOÃO BOUERI

01/04/2026 • 12:38 • Atualizado em 01/04/2026 • 12:38

PCS Lab

PCS Lab

Agência Brasil

A morte de uma paciente que recebeu um órgão com HIV na rede estadual do Rio de Janeiro tem gerado reclamações de familiares de outros pacientes sobre a assistência oferecida pelo Estado.

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A mulher, de 64 anos, morreu no dia 18 de março. A causa não foi divulgada. Segundo a reportagem da BandNews FM, ela teve ao menos uma intercorrência após o transplante.

Em 2024, após receber um rim, a paciente ficou oito dias internada no Hospital São Francisco na Providência de Deus, onde passou pela cirurgia. Ela também foi atendida no Instituto Nacional de Infectologia, na Fiocruz.

A Secretaria de Estado de Saúde informou que vai manter o suporte psicológico aos familiares e afirmou que a paciente era acompanhada por uma equipe multidisciplinar.

O caso faz parte de um grupo de seis pacientes que contraíram HIV após transplantes com órgãos infectados, devido a falhas em exames do laboratório PCS Lab Saleme. O problema foi revelado pela BandNews FM em outubro de 2024.

As audiências do processo ocorreram entre fevereiro e abril de 2025, com depoimentos dos pacientes e testemunhas.

Um dos pacientes mora em Salvador e foi ao Rio apenas para realizar o transplante. Ele foi o primeiro a receber o diagnóstico de HIV após o procedimento.

Segundo familiares, há dificuldades no acompanhamento do caso. O filho do paciente afirmou que o Estado condiciona o apoio financeiro à assinatura de um acordo.

Em 2025, o Governo do Rio firmou acordos de indenização com alguns pacientes, no valor de cerca de R$ 80 mil. A paciente que morreu recebeu o pagamento em setembro do mesmo ano.

O processo tem como réus quatro funcionários e dois sócios do laboratório. Todos respondem em liberdade, com medidas cautelares.